Prince, Paris e Bigi Brasil
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novembro 15, 2008   Bigi , Entrevistas , menções , Michael Jackson , News-Bigi , News-Paris , News-Prince , Paris , Prince , Traduções

Trechos de entrevistas de MJ falando sobre PPB





My Childhood, My Sabbath, My Freedom, 2000

Quando me tornei pai,  toda a minha noção de Deus e do Sabbath foi redefinido. Quando olho nos olhos do meu filho, Prince, e da minha filha, Paris, eu vejo milagres e vejo beleza. Cada dia se torna o Sabbath. Ter filhos me permite entrar nesse mundo mágico e sagrado a cada momento, todos os dias. Eu vejo Deus através dos meus filhos. Eu falo com Deus através dos meus filhos. E me sinto profundamente grato por todas as bênçãos que Ele me deu.

Houve momentos na minha vida em que, como todo mundo, eu tive que me questionar sobre a existência de Deus. Mas quando o Prince sorri, quando a Paris dá risada, eu não tenho dúvidas. Crianças são um presente de Deus pra nós. Não, elas são mais do que isso, elas são a própria forma da energia, da criatividade e do amor de Deus. Ele pode ser encontrado na inocência delas, vivido na sua espontaneidade e alegria.

Meus dias mais preciosos quando eu era criança eram aqueles domingos em que eu podia ser livre. Isso sempre foi o Sabbath pra mim: um dia de liberdade. Agora eu encontro essa liberdade e essa magia todos os dias no meu papel de pai. O mais incrível é que todos nós temos a capacidade de fazer de cada dia um dia precioso como o Sabbath. E fazemos isso quando nos reconectamos com o encantamento da infância. Fazemos isso quando entregamos por inteiro o nosso coração e a nossa atenção aos pequenos que chamamos de filhos. O tempo que passamos com eles é esse dia sagrado. E o lugar onde isso acontece é o paraíso. ~Site



Discurso de Michael Jackson na Universidade de Oxford, 2001

Mas agora eu mesmo sou pai, e um dia fiquei pensando nos meus filhos, Prince e Paris, e em como eu queria que eles pensassem em mim quando crescessem. Claro, eu gostaria que eles se lembrassem de como eu sempre quis tê-los comigo em todos os lugares que eu ia, de como eu sempre tentei colocá-los em primeiro lugar acima de tudo. Mas a vida deles também não é fácil. Como meus filhos são perseguidos por paparazzi, eles nem sempre conseguem ir a um parque ou ao cinema comigo.

E se, quando crescerem, eles sentirem ressentimento por mim e pelas escolhas que impactaram a infância deles? Por que a gente não teve uma infância comum, como as outras crianças?, eles vir a perguntar. E, nesse momento, eu rezo para que meus filhos me deem o benefício da dúvida. Que eles digam para si mesmos: “Nosso pai fez o melhor que pôde, dadas as circunstâncias únicas que enfrentou. Ele pode não ter sido perfeito, mas foi um homem carinhoso e decente, que tentou nos dar todo o amor do mundo.”

Eu espero que eles  sempre consigam enxergar o lado positivo, os sacrifícios que eu fiz de coração por eles, e não nas coisas que tiveram que abrir mão, ou nos erros que cometi, e que certamente ainda vou cometer, ao criá-los. Porque todos nós já fomos filhos de alguém, e sabemos que, apesar dos melhores planos e das melhores intenções, erros sempre acontecem. Isso é ser humano.

E quando penso nisso, em como eu espero que meus filhos não me julguem com dureza e me perdoem pelas minhas falhas, eu sou levado a pensar no meu próprio pai e, apesar de por muito tempo ter negado isso, sou obrigado a admitir que ele deve ter me amado. Ele me amou, e eu sei disso.


Entrevista com Chuck Dakota, 2008

CD: Michael, de que forma seus filhos mudaram você?

MJ: (suspiro profundo) Ah, nossa... Em tudo. Mudaram tudo.

Eu sempre quis ter filhos e me sinto muito abençoado por Deus por ter esse tipo de amor na minha vida. E vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que meus filhos sejam pessoas que amem o mundo, e não crianças mimadas que cresceram tendo tudo de mão beijada. Quero que eles enxerguem o mundo com encantamento, sem medo. Que tenham sonhos, objetivos, e vivam a vida intensamente. E, a cada passo que eles dão, eu vejo isso neles. Eu acordo por eles. Eu sigo em frente por eles. Pela primeira vez na minha vida, tudo isso tem um propósito. E esse propósito são os meus filhos. Todo o inferno, toda a dor e toda a solidão que vivi acabou me conduzindo até eles.

CD: Michael, como é um dia típico na sua vida?

MJ: Bom... é bem sem graça... (risos) Depois de visitar os alienígenas... (risos) Não coloquem isso no ar. Já consigo imaginar a manchete que vão escrever. (risos) Eu começo o dia por volta das 6:30, 7:00. Tomo banho, acordo meus filhos e tomamos café da manhã juntos. Eu preparo o que eles quiserem comer. Depois, enquanto eles brincam, eu faço alguma reunião ou leio alguma coisa. Aí chega a hora do almoço. Nós almoçamos e passamos a tarde talvez jogando algum jogo, assistindo televisão ou vendo um filme. Depois é a hora da janta e à noite, às vezes ficamos acordados até mais tarde para ir às compras ou fazer alguma coisa divertida para as crianças. Então eu os coloco na cama, leio uma história para eles e, depois disso, passo o resto da noite colocando a correspondência em dia e cuidando dessas coisas. Só um pai como qualquer outro. 



Entrevista com Entrevista com Chris Connelly

CC: Como você pretende comemorar seu aniversário de 50 anos?

MJ: Ah, vou só comer um bolinho com meus filhos e provavelmente assistir a algum desenho animado com eles.

CC: Você gostaria que seus filhos tivessem uma criação parecida com a sua, entrando para o mundo do entretenimento ainda muito novos? Ou prefere dizer: "Calma, aproveitem a infância primeiro"?

MJ: Eu deixo eles aproveitarem a infância o máximo possível, de verdade. Deixo que vão aos fliperamas, ao cinema, façam essas coisas. Acho que isso acontece naturalmente. Eu quero que eles possam viver experiências que eu não tive a chance de viver.

CC: Deve significar muito para você ver seus filhos podendo fazer coisas que você não pôde fazer, não é?

MJ: Sim. Eu fico bastante emocionado quando vejo eles se divertindo de verdade. Quando estão em um brinquedo, gritando de alegria, felizes, correndo por aí... isso mexe muito comigo. ~Site


Entrevista com Geraldo Rivera (2005)

GR: Sabe, foi maravilhoso ver você com seus filhos. Acho que esse é o verdadeiro Michael Jackson que o público nunca chegou a conhecer... você com seus próprios filhos, um ainda de fraldas e os outros dois pequenininhos. Eu sinceramente não sei como você se vira sem uma babá.

MJ: Bom, eu gosto de cuidar dos meus filhos pessoalmente. É... é divertido. Foi pra isso que eu quis ter filhos: para poder cuidar deles. E isso me traz um grande alívio, sabe? É um prazer. Eles me fazem feliz, me fazem rir. São crianças maravilhosas, doces e inocentes.

GR: Eu vi você meio que atuando como árbitro entre a Nickelodeon e o Disney Channel. Você tinha problemas bem difíceis para resolver ali. (risos) Mas você leva uma vida tão normal com eles. É bonito de ver.

MJ: Obrigado. Eles me proporcionam isso.

GR: Me diga uma coisa: o que seus filhos significam para você?

MJ: É difícil colocar em palavras, porque eles significam tudo. Como tentar explicar o que seus próprios filhos fazem você sentir... Eles são o meu mundo. Eu acordo pronto para enfrentar o dia por causa deles. Eu preparo o café da manhã deles, troco fraldas. Se querem ler, nós lemos bastante. Brincamos de esconde-esconde, brincamos de cabra-cega e nos divertimos muito juntos.

GR: E você consegue criar um mundo que, pelo menos para eles, parece normal? Afinal, eles não conhecem outra realidade.

MJ: Eu faço o meu melhor, sem dúvida.

GR: Então isso é claramente uma prioridade para você.

MJ: Sim, claro. Eu quero ser o melhor pai do mundo.

GR: Eles sabem quem você é? Ou o que você representa para as pessoas?

MJ: Sim, sabem. Eles já viajaram em turnê comigo, já andaram de limusine cercados por um mar de fãs.

GR: Eles gostam disso?

MJ: Acham emocionante. Vivem me pedindo para subir ao palco comigo. Então tenho quase certeza de que vou levá-los comigo e deixar que o mundo os veja pela primeira vez.

GR: Eles nunca dizem: "Pai, eu quero ir pra casa assistir Nickelodeon"?

MJ: (risos) Provavelmente. Provavelmente.

GR: Eles fazem isso também.

MJ: Fazem, sim.


[...]

Sobre Eminem:
MJ: Sim, mas isso não me machuca. É bobagem. É infantil. Espero que ele esteja se divertindo.
GR: Como uma piada infantil. Ainda fere seus sentimentos e você não gostaria que seus filhos vissem.
MJ: Ah, Deus, eu odiaria se eles vissem isso. Eu odiaria isso.
GR: Você sabe se eles sabem disso.
MJ: Se eles sabem? Hmmm, não.


Private Home Movies TV Special, 2003 

MJ: Eu amo e adoro meus filhos. Eles significam tudo pra mim. Quando estamos em público, eu cubro o rosto deles, porque quero protegê-los. Em casa, eles têm uma vida normal: brincam com outras crianças, se divertem, dão muita risada. Correm pra todo lado, até vão pra escola. É uma vida normal pra eles. Mas em público, eu preciso protegê-los. Eu amo muito meus filhos e tenho orgulho de ser pai deles.



Entrevista à rádio americana KIIS FM, em 10 de setembro de 2003

Rick: E o Prince e a Paris, como eles são diferentes? Do que eles gostam? Do que não gostam? O que você percebe como pai? Tipo: "o Prince gosta disso, a Paris gosta daquilo".

Michael: Na verdade, eles gostam praticamente das mesmas coisas. O Prince não gosta de brinquedos de menina. Eu sempre quis ter uma filha e, durante todos aqueles anos em turnê, fui comprando bonecas. Acabei enchendo um quarto inteiro de bonecas para quando eu tivesse uma filha... aquele seria o quarto dela. E aí, quando ela já tinha idade para andar e eu a levei lá pela primeira vez... ela simplesmente passou direto pelo quarto. (risos) Ela gosta é de brinquedos de menino! Gosta de caminhões, carros... O que o Prince quer, ela quer também.

Rick: Está brincando! Então existe um quarto cheio de bonecas e ela simplesmente passa reto por ele?

Michael: É... (risos)


Take Two: The Footafe You Were Never Meant To See, 2002 

MJ: Eu não quero que as pessoas os vejam porque a imprensa pode ser muito cruel. Eu não quero que eles cresçam com problemas psicológicos por causa das coisas maldosas que podem dizer pra eles. Eu quero que eles sejam normais. Faz sentido, não faz? Né?...



Entrevista à rádio "The Beat LA", 2002

Steve: Posso te fazer um elogio? Seus filhos não agem como crianças ricas mimadas.

Michael: Ok… (risos meio sem jeito)

Steve: Você entende o que quero dizer? Eles têm educação, são muito simpáticos. Eu estava jogando bola com seu filho. Ele não queria parar, cara. Ele ficava só jogando a bola pra mim sem parar. Depois de um tempo eu entrei na brincadeira. Aí eu falei: “Tá bom, Prince, aqui vai.”

Michael: (risos) 

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Entrevista á revista Vibe – 2001


Vibe: Como é a vida como pai/mãe solteiro(a)?
Eu nunca me diverti tanto na minha vida toda. É a verdade. Porque eu sou uma criança grande, e agora eu consigo ver o mundo pelos olhos dos mais novos. Eu aprendo mais com eles do que eles aprendem comigo. É quase como uma hipótese, porque eu fico o tempo todo testando coisas com eles pra ver o que funciona e o que não funciona. Crianças são sempre os melhores “juízes” pra avaliar qualquer coisa, principalmente na minha área ou em qualquer outra. Se você conquista as crianças, você já conseguiu tudo. É por isso que Harry Potter faz sucesso, é um filme voltado pra família. Não tem erro, simplesmente não tem. Por isso, quando escrevo letras de música, eu tento não falar coisas que ofendam os pais, porque a gente quer atingir um público amplo. Eu não quero ser desse jeito. Nós não fomos criados assim. De jeito nenhum, minha mãe e o Joseph não falariam esse tipo de coisa. Você conhece eles bem o suficiente.

Vibe: A pressão da sua fama afeta seus filhos?
MJ: Sim, com certeza. Desde o dia em que eles nasceram.

Vibe: Que tipo de música o Prince e a Paris escutam?
MJ: Eles escutam minha música e gostam de música clássica, que toca o tempo todo no rancho. Eles gostam de qualquer música boa pra dançar.

Vibe: Como você se sentiria se seus filhos virassem ícones pop com 13 ou 14 anos, baseado na sua experiência?
Eu não sei como eles lidariam com isso… seria difícil. Sinceramente, não sei. É complicado, porque a maioria dos filhos de celebridades acaba ficando meio autodestrutivos, porque não conseguem alcançar o talento dos pais. É difícil. O Fred Astaire Jr., por exemplo, as pessoas viviam perguntando pra ele: “Você dança?” e ele não dançava. Não tinha ritmo nenhum. Mas o pai dele era um gênio da dança. Isso não quer dizer que passa automaticamente pros filhos. Essa comparação é pesada, é difícil. Eu sempre falo pra eles: você não precisa cantar, não precisa dançar, seja quem você quiser ser, desde que não machuque ninguém. Esse é o principal. Não é?

Site


Entrevista à USA TODAY, 2001

P: Como a paternidade te mudou?

MJ: De uma forma enorme. Você passa a valorizar seu tempo de outro jeito, sem dúvida. É sua responsabilidade garantir que eles sejam cuidados e criados da forma certa, com bons modos. Mas eu me recuso a deixar isso atrapalhar a música, a dança ou as apresentações. Eu tenho que desempenhar dois papéis ao mesmo tempo. Sempre quis ter uma família grande, desde a época da escola. Eu sempre dizia ao meu pai que eu iria superá-lo. Ele teve 10 filhos. Eu adoraria ter uns 11 ou 12 também.

P: O que você ensinou aos seus filhos?

MJ: Tento garantir que eles sejam respeitosos, íntegros e gentis com todo mundo. Eu digo a eles que, não importa o que façam, precisam trabalhar duro. O que quer que escolham fazer pra vida, precisam ser os melhores nisso. (Prince está olhando fixamente. “Para de me olhar”, diz Michael, sorrindo.)

P: E o que seus filhos te ensinaram?

MJ: Muita coisa. A paternidade te lembra de fazer o que a Bíblia sempre nos ensinou. Quando os apóstolos discutiam entre si sobre quem era o maior aos olhos de Jesus, ele respondeu: “nenhum de vocês”, e chamou um menino e disse que só quem se tornasse humilde como aquela criança entenderia o que era grandeza. Isso te lembra de ser humilde e gentil, e de ver o mundo com os olhos das crianças, com esse senso de encantamento. Eu ainda tenho isso. Ainda me impressiono com as nuvens e o pôr do sol. Ontem mesmo eu estava fazendo pedidos olhando o arco-íris. Vi uma chuva de meteoros e fiz um pedido a cada estrela cadente.

P: Quais são seus desejos?

MJ: Paz e amor para as crianças. (Prince volta e fica olhando fixamente. “Para com isso”, diz Michael, gentilmente virando a cabeça do menino. “Você consegue ficar quieto?”)

P: Você já disse que pretende escolarizar seus filhos em casa. Com sua fama, como você consegue dar uma vida normal pra eles?

MJ: Você faz o melhor que pode. Não os isola das outras crianças. Vai haver outras crianças na escola (na casa dele). Eu os deixo sair e conhecer o mundo, mas eles não podem ir comigo o tempo todo. A gente é cercado e atacado. Quando estávamos na África, o Prince viu uma multidão entrando em pânico dentro de um shopping enorme. As pessoas quebraram tudo, gritando e correndo. Meu maior medo é que os fãs se machuquem, e eles se machucam. Já vi vidro quebrar, sangue, ambulâncias.



TV Guide, Nov de 2001

TVG: Você deixa seus filhos assistirem MTV?
MJ: Em certa idade, sim. Agora não. Eles vão ter que ter uns 15 ou 16 anos.

TVG: Qual dos seus filhos parece mais com você?
MJ: Os dois, mas de formas diferentes. O Prince gosta de implicar, a ponto de você querer arrancar o cabelo dele. Eu sempre implicava com minhas irmãs também.

TVG: E a Paris?
MJ: Ela é a mais durona.

TVG: Como está a mãe deles, Debbie Rowe? (ex-enfermeira, foi casada com Jackson de 1996 a 1999. Jackson foi casado antes com Lisa Marie Presley, de 1994 a 1996)
MJ: Ouvi dizer que ela está bem, está tudo certo. A Paris é forte como a Debbie.

TVG: Seus filhos viajam com você pra todo lugar?
MJ: Pra todo lugar que eu vou.

TVG: O que vai acontecer quando eles começarem a escola e não puderem viajar tanto?
MJ: Eu vou construir uma escola com computadores em Neverland. Com outras crianças também.

TVG: Então eles vão estudar online?
MJ: É. Como eles vão conseguir viver na sociedade? Ele é Prince Michael Jackson. Ela é Paris Katherine Michael Jackson. Seria muito difícil.

TVG: O que mais você quer fazer na sua carreira?
MJ: Eu amo cinema. Vou dirigir mais e atuar mais. (...)
Enquanto isso, Prince engatinha pela sala e senta aos pés do pai. Paris sobe no colo dele e se encolhe ali, enquanto ele faz carinho no cabelo dela.

TVG: Michael Jackson como pai… é uma imagem que a gente nunca vê. Você é um bom pai?
MJ: Eu tento o meu melhor. Tento trazer muita diversão pra eles. Uma vez por ano eu me visto de palhaço com o nariz, a maquiagem, tudo. E dou doces e biscoitos pra eles.

Prince: (sorrindo) E sorvete.

MJ: E sorvete!



Daily Mirror - Abril, 1999


DM: A alegria dele com a paternidade vem acompanhada da consciência de que isso não acabou com os olhares debochados, os rumores e as insinuações constantes. 

MJ: Eu amo meus filhos mais do que tudo. Eles mudaram completamente quem eu sou e a minha forma de ver a vida. Eu só queria que as pessoas me deixassem em paz pra eu seguir minha vida. Eu sou só uma pessoa que quer ser honesta, fazer o bem, deixar as pessoas felizes e dar a elas um tipo de escapismo através do talento que Deus me deu. É isso que está no meu coração. Só me deixem compartilhar, doar o que eu tenho e colocar um sorriso no rosto das pessoas, fazer o coração delas feliz. Ver meus filhos pulando pela sala, enlouquecidos com a música da minha irmã Janet, é maravilhoso. Isso enche meu coração de alegria. Quando toca uma música da Janet com uma boa batida, tipo The Knowledge ou Rhythm Nation, eles ficam completamente empolgados. Dá a impressão de que uma máquina está controlando eles. Eu começo a cantar e a casa inteira vira uma gritaria. Eu começo a dançar e o Prince já vem no meio tentando dançar comigo.

DM: Michael nunca coloca as próprias músicas pra tocar pros filhos.

MJ: Eu estou guardando isso como surpresa pra quando eles forem um pouco maiores

DM: Ele adoraria que eles entrassem pro mundo do entretenimento, mas sabe dos perigos.

Vai ser difícil pra eles. Quando a Lisa Marie quer cantar, as pessoas sempre comparam ela com o pai dela, e isso é muito pesado. Claro que eu gostaria que eles fizessem algo nas artes, e eu poderia ensinar a cantar e dançar. Mas isso teria que ser uma escolha deles, sem pressão minha.

DM: Michael deixa claro o quanto é dedicado aos filhos. 

MJ: Eles estão com uma amiga minha da época da escola. A gente se conhece há muito tempo. Meus filhos estão com os filhos dela se divertindo, o que é ótimo. Eu ligo o tempo todo e a gente conversa bastante. Ouvir eles dizendo “pai! pai!” é uma emoção enorme.’

DM: Michael diz que aprendeu muito sobre ser pai com Al Fayed, amigo há mais de 20 anos. Os dois passaram o sábado visitando a seção de brinquedos da Harrods e assistindo ao time de Fayed, o Fulham, na segunda divisão.

MJ: Mohamed é um homem de família maravilhoso e tem me dado conselhos muito bons. Ele me diz pra ser amoroso, dedicar tempo às crianças, não deixá-las com qualquer pessoa e ficar com elas o máximo possível. Ajudar a crescer e mostrar que você ama olhando nos olhos delas e dizendo “eu te amo”. E brincar, brincar, brincar com elas.

DM: O cantor, que gasta cerca de £3.000 por dia com babás 24 horas, mora separado de Debbie, de 40 anos. Mas ele ri das sugestões de que o casamento seria uma farsa. Ele afirma:

MJ: Eu amo minha esposa e temos um casamento feliz. Debbie é enfermeira, ama o trabalho dela, ama cuidar das pessoas. Todos os dias ela quer levantar e ajudar os outros, cuidar deles e fazê-los melhorar. É por isso que eu a amo, e é isso que traz felicidade pra vida dela. Deus a abençoe.


TV Guide, Dez de 1999


TV Guide: Vamos falar dos seus filhos [Prince Michael, 2 anos, e Paris Katherine, 1 ano]. As crianças moram com você em Neverland?

Michael: Elas estiveram em Neverland duas semanas atrás. Acho que pela primeira vez elas perceberam que é a casa delas. Antes elas achavam que era tipo um hotel ou resort. A gente fica em hotel o tempo todo. Elas não entendiam que o trem e a estação de trem eram delas, que aqueles brinquedos eram delas. Agora elas falam: “A gente quer ir pra Neverland!”

TV Guide: Como são as personalidades deles?
Michael: O Prince me fala o dia inteiro que precisa fazer filmes. Então eu comprei uma filmadora pra ele. Aí eu pergunto: “O que vamos fazer dessa vez?” Ele responde: “Star Wars.” Então a gente coloca umas figuras na mesa e faz elas se mexerem. E a Paris agora tá começando a falar e andar. Ela é um amor. E me surpreende ela gostar de bonecas. Minha irmã Janet não gostava, era meio moleca. Eu achava que ela ia ser assim também, mas não é.

TV Guide: E você troca fralda e alimenta eles?
Michael: Sim, eu adoro. Dá muito trabalho. Eu achava que estava preparado porque li tudo sobre como criar filhos, mas é muito mais emocionante do que eu imaginava. O único arrependimento que eu tenho é não ter feito isso antes.

TV Guide: Você canta e dança pra eles?
Michael: É assim que eu faço eles pararem de chorar. Se eu começo a dançar, eles se acalmam na hora.

TV Guide: Você quer ter mais filhos?
Michael: Com certeza. Eu disse pro meu pai que vou bater o recorde dele. Ele teve 10.


Michael fala à OK magazine, Abril de 1997


OK: Michael, como é ser pai?
MJ: Foi uma experiência incrivelmente alegre. Eu estou em êxtase 24 horas por dia.

OK: Você pode nos contar como foi o nascimento do seu filho?
Michael: É difícil descrever passo a passo, mas as imagens que tenho na minha cabeça daquele momento mostram nossa empolgação e também o nervosismo. A Debbie foi muito forte durante todo o parto. Houve gritos de alegria quando o bebê nasceu. Eu não conseguia acreditar no milagre que eu estava vendo. Foi inacreditável!

OK: Qual é o nome do menino? Por que esse nome e com quem ele parece mais?
MJ: O nome dele é Prince Michael Jr. Meu avô e meu bisavô também se chamavam Prince, então seguimos essa tradição, e agora temos um terceiro Prince na família.

DR: Ele é lindo! Acho que ele tem os meus olhos.

OK: Michael, entre todas as suas conquistas brilhantes na vida, onde entra a paternidade?
MJ: Não dá pra descrever com palavras. Não existe milagre na vida que se compare a ver seu filho vindo ao mundo.

OK: O bebê já sorriu ou reagiu a vocês de alguma forma?
MJ: Ele sorri o tempo todo e os olhos dele brilham quando eu canto pra ele. Ele definitivamente reconhece a minha voz. A Debbie faz cócegas no queixo dele e ele ri.

OK: Debbie, o Michael troca fraldas, levanta de madrugada pra alimentar o bebê e ajuda nas tarefas?
DR: Sim, o Michael faz tudo. Ele ama participar de todos os aspectos do cuidado com o bebê. Ele é um pai maravilhoso: alimenta, segura e, claro, canta pra ele.

OK: Michael, você raramente dá entrevistas. O que você gostaria de dizer aos seus fãs neste momento?
MJ: Obrigado a todos os meus fãs por entenderem como é importante para mim proteger minha família da exposição pública. Eu vivi dentro de um “aquário” a vida inteira e quero que meu filho tenha uma vida normal. Vocês estiveram comigo durante toda a minha carreira e agora compartilham da minha maior alegria. Eu amo vocês.

OK: Michael, quais são suas esperanças para o futuro de Prince Michael Jr.?

MJ: Eu quero que ele cresça cercado de amor e família, que receba a melhor educação que eu puder oferecer, que descubra e desenvolva seus talentos, e que use o que tem para melhorar a vida daqueles que têm menos do que ele.

OK: Michael, qual foi a reação da sua família com o nascimento?
MJ: Todos estão muito animados. Já estou recebendo muitos conselhos e dicas sobre escolas e coisas assim.

OK: Que tipo de pai você quer ser?
MJ: O melhor possível! 
Meu pai sempre esteve ao nosso lado durante o sucesso do Jackson 5 e em muitas fases boas e difíceis que vieram depois. Eu também vou estar sempre ao lado do meu filho. Isso é a coisa mais importante do mundo pra mim.

OK: E como você descreveria os pontos fortes do Michael como pai?
DR: Ele é muito paciente e protetor. Nunca apressa nada quando está cuidando do bebê. Eu me orgulhei muito de como ele foi firme em relação à nossa privacidade. Ele é extremamente forte.

OK: Michael, você ainda é próximo da sua família? Com que frequência vê seus pais, irmãos e irmãs? Eles já conheceram o bebê?
MJ: A gente conversa e se vê o tempo todo. Recentemente tivemos um grande encontro em família, onde todos os primos se conheceram pela primeira vez.

OK: Acreditamos que a madrinha da criança pode ser Elizabeth Taylor. O que te aproxima dela? Muitos diriam que é uma amizade improvável. O que vocês têm em comum?
MJ: A Elizabeth conheceu muitas das coisas que eu vivi crescendo sob os holofotes. Eu posso dizer algumas palavras ou só suspirar, e ela já sabe o que estou sentindo. Foi maravilhoso encontrar alguém que me entende tão bem. Eu rezo por ela e quero que ela compartilhe a alegria do nascimento do meu filho por muitos anos.

OK: Que tipo de presentes vocês receberam para o Prince Michael Junior?
MJ: Recebemos presentes incríveis, tesouros maravilhosos, bichos de pelúcia, brinquedos e roupas de bebê do mundo todo. Gostaríamos de aproveitar para agradecer a todos os meus fãs por ajudarem a receber nosso bebê no mundo.

OK: Podemos esperar uma música sobre seu filho no seu novo álbum?
MJ: O nascimento do meu filho tem sido muito inspirador pra mim artisticamente, e com certeza haverá uma música no futuro.

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