Resumo: Em 24 de junho de 2025, Paris protocolou documentos judiciais questionando a atuação dos executores John Branca e John McClain em relação a pagamentos adicionais (premium payments) feitos a escritórios de advocacia, entre Julho de 2018 e Dezembro de 2018, cuja justificativa não foi devidamente explicada, além de outras irregularidades nessa questão.
Segundo documentos judiciais obtidos, Paris apresentou uma objeção ao pedido dos executores do espólio, John Branca e John McClain, para a aprovação de honorários advocatícios.
Os honorários dizem respeito ao trabalho realizado para o espólio entre julho de 2018 e dezembro de 2018. A aprovação dos honorários pelo tribunal demora bastante devido à complexidade do espólio de Michael. Em sua petição, Paris criticou os executores por não fornecerem “respostas adequadas às perguntas do tribunal nem [assumirem] um compromisso claro e executável de colocar em dia essas petições de honorários há muito atrasadas”.
Paris afirmou estar "preocupada" com a prática dos executores de conceder os "chamados 'pagamentos adicionais' por horas de trabalho não registradas pelos advogados". O advogado dela explicou: “Somente nesse período de seis meses de 2018, os executores pedem que o tribunal aprove US$ 625 mil em pagamentos a três escritórios de advocacia pelo que eles dizem ser tempo não contabilizado, sem explicar o motivo pelo qual os advogados foram incapazes de registrar as horas não lançadas, ou por que essa falha não deveria impedir o pagamento."
O advogado acrescentou: “Pior ainda, esses pagamentos parecem, ao menos em parte, consistir em gratificações generosas concedidas a advogados que já são muito bem remunerados”.
Além disso, Paris afirmou que parece que dois dos escritórios de advocacia já haviam sido pagos pelos executores “integralmente, em violação à ordem do tribunal que permitia apenas pagamentos parciais dos honorários advocatícios até que a aprovação judicial fosse obtida”.
O advogado de Paris argumentou: “Esses pagamentos irregulares levantam questões sérias e substanciais sobre a capacidade dos executores de supervisionar adequadamente os advogados, inclusive, no mínimo, [...] abstendo-se de conceder, de forma dispendiosa, presentes de seis dígitos a si próprios e a seus colegas”.
Paris também destacou que os executores estavam pedindo a aprovação de honorários referentes a cinco anos atrás. “Tal atraso torna praticamente impossível uma análise significativa de qualquer questão jurídica subjacente e, muito menos, um acompanhamento em tempo real de um trabalho jurídico substancial”, apontou a petição de Paris.
O documento acrescentou: “Apesar de repetidos questionamentos do tribunal, os executores não conseguem fornecer uma explicação minimamente satisfatória para o atraso, nem apresentaram aos beneficiários qualquer tipo de plano para solucionar esse problema contínuo e cada vez mais grave.”
Além disso, Paris afirmou ter encontrado “várias inconsistências que exigem uma análise minuciosa de todos os honorários e custos solicitados na petição”. Ela apontou que os valores solicitados por cada escritório mudaram à medida que a petição era modificada pelos executores.
Paris questionou por que um dos escritórios inicialmente teria US$ 194 mil a receber, mas depois o valor teria aumentado para US$ 211 mil. Ela também questionou outro escritório que inicialmente solicitou US$ 789 mil, mas depois reduziu a cobrança para US$ 258 mil. “Por que o valor original foi tão grosseiramente superestimado?”, perguntou o advogado.
A cobrança de outro escritório passou de US$ 838 mil para US$ 427 mil e, posteriormente, para US$ 675 mil. “Por que os honorários são repetidamente informados de forma incorreta em valores tão elevados?”, escreveu o advogado de Paris.
Paris pediu que todo o pedido de US$ 625 mil em honorários advocatícios fosse negado até que as cobranças dos advogados pudessem ser analisadas pelo tribunal. Ela também pediu que os executores apresentassem um plano para determinar como acelerar a aprovação dos honorários.
Nos documentos judiciais, os executores argumentam que tinham um acordo com os filhos de Michael para apresentar as petições de honorários em períodos de seis meses.
Paris Jackson está “preocupada” com os pagamentos que estão sendo feitos pelo espólio de seu pai.
De acordo com documentos judiciais obtidos, Paris, na condição de beneficiária do espólio do seu falecido pai, contestou um pedido de aprovação judicial e demonstrou "preocupação" com a suposta "prática dos executores do espólio de conceder os chamados 'pagamentos adicionais' por horas de trabalho não registradas pelos advogados, quanto mais o pagamento de cem por cento de valores extraordinários dessa natureza".
Os documentos, protocolados em 24 de junho, apontam para um período de seis meses em 2018 durante o qual os executores solicitaram aprovação para US$ 625 mil em pagamentos a três escritórios de advocacia por aquilo que Paris descreve como “tempo não contabilizado”, sem explicar o motivo pelo qual os advogados foram incapazes de registrar as horas não lançadas, ou por que essa falha não deveria impedir o pagamento."
Segundo a petição, dois dos escritórios de advocacia já haviam recebido seus respectivos “pagamentos adicionais”, violando a “ordem do tribunal que permitia apenas pagamentos parciais dos honorários advocatícios até que a aprovação judicial fosse obtida”.
"Pior ainda, esses pagamentos parecem, ao menos em parte, consistir em gratificações generosas concedidas a advogados que já são muito bem remunerados", alegam os documentos judiciais.
Os pagamentos "levantam questões sérias e substanciais sobre a capacidade dos executores de supervisionar adequadamente", afirmam os documentos, "exigindo, no mínimo, que os advogados registrem seu tempo de maneira que permita ao menos uma análise e fiscalização superficiais, especificamente por meio de lançamentos de horas discriminados por tarefa, e que se abstenham de conceder, de forma dispendiosa, presentes de seis dígitos a si próprios e a seus colegas”.
Além disso, Paris está "preocupada" com a suposta "grave falta de diligência dos executores em buscar a aprovação judicial necessária para os honorários e custos extraordinários" referentes aos pagamentos de 2018. Os documentos afirmam que os executores foram incapazes de apresentar uma explicação para os atrasos.
Nos documentos judiciais, o advogado de Paris, Craig Peters, afirmou em um e-mail datado de 29 de maio que não havia "nenhum acordo por escrito" autorizando os executores a solicitarem a aprovação de honorários em etapas semestrais. Ele também solicitou um "cronograma para todas as aprovações pendentes, tanto das prestações de contas quanto dos honorários advocatícios".
Uma audiência sobre essa questão está marcada para 16 de julho.
“A aprovação, pelos executores, dos pagamentos aos advogados foi feita com o mesmo julgamento empresarial que rendeu a este espólio mais de US$ 3 bilhões”, afirmou Jonathan Steinsapir, advogado do Espólio de Michael Jackson, à PEOPLE, em resposta à petição de Paris.
“Estamos confiantes de que os pagamentos contestados são apropriados, pois, de fato, são totalmente consistentes com os pagamentos realizados na década anterior, todos os quais foram aprovados pelo Tribunal de Sucessões.”
Enquanto isso, uma fonte próxima ao espólio de Michael disse à PEOPLE:
“Eles estão contestando bônus relativamente pequenos pagos a três escritórios pelo trabalho realizado na venda do catálogo da EMI em 2018”, referindo-se aos “pagamentos adicionais”.
“O espólio, com a ajuda desses advogados e de outros, comprou uma participação de 10% na EMI por US$ 50 mil em 2012, devido a um direito contratual que tínhamos com a Sony.”
“Em 2018, essa participação foi vendida por quase US$ 300 milhões! Qualquer empresa nessa situação recompensaria aqueles que trabalharam nessa questão ao longo dos anos”, acrescentou a fonte.
“Eles também alegam que o espólio tinha que reter 30% de todos os honorários enquanto aguardava a aprovação judicial. Quanto a isso, eles estão simplesmente enganados e não entendem as ordens do Tribunal. O espólio paga bônus como esses aos advogados há anos, e todos eles foram aprovados sem nenhuma objeção.”
O espólio de Michael Jackson respondeu ao questionamento de Paris Jackson sobre os "pagamentos adicionais" realizados por horas de trabalho que não foram registradas dos advogados em 2018.
De acordo com documentos judiciais protocolados em 15 de julho, o espólio alega que os advogados que receberam o que Paris chamou de "pagamentos adicionais" foram remunerados com base em sua "experiência, capacidade de negociação, rede de contatos e conhecimento da indústria de entretenimento e de direitos autorais e fonográficos internacionais”.
O espólio alega que os advogados "foram fundamentais e decisivos no auxílio e suporte aos executores para alcançar resultados sem precedentes para o espólio, incluindo, entre outros, o retorno de mais de 287 milhões de dólares no investimento da EMI".
A Sony comprou a participação do espólio de Michael na EMI em 2018, período de seis meses no qual os executores solicitaram a aprovação de US$ 625.000 em pagamentos a três escritórios de advocacia.
Além disso, a atuação dos advogados "não pode ser mensurada adequadamente nem compensada de forma justa apenas pelo pagamento de uma tarifa por hora".
"Não é incomum e, na verdade, é bastante comum na indústria do entretenimento e da música que advogados com o nível de qualificação, experiência e rede de contatos do Sr. Weitzman e do Sr. Katz recebam uma remuneração complementar à sua tarifa por hora", acrescentou o espólio em sua resposta.
Os executores do espólio afirmaram que a remuneração dos advogados foi "merecida e razoável, dada a natureza e a dificuldade das tarefas realizadas, os resultados alcançados e o benefício sem precedentes dos serviços prestados pelos respectivos escritórios ao espólio".
Uma audiência sobre o assunto está prevista para ocorrer na quarta-feira, 15 de julho.
Paris afirmou acreditar que um grupo de advogados “muito unidos” e de alto nível estaria explorando o espólio do pai dela ao desviar dinheiro “às claras”, segundo apuração exclusiva da Us Weekly. Um representante do espólio negou veementemente as alegações.
De acordo com documentos judiciais, Paris exigiu a intervenção de um juiz em sua disputa com os executores do espólio por conta dos honorários que eles solicitaram para pagamento.
Em nova petição, Paris voltou a dizer que tinha sérias preocupações. Ela pediu ao juiz que ordenasse aos executores a apresentação da documentação referente aos honorários pagos a escritórios de advocacia terceirizados entre 2019 e 2023, para que pudesse analisar quanto foi pago. Além disso, pediu uma ordem determinando que os executores só possam realizar pagamentos parciais até que o tribunal aprove as faturas. Ela afirmou que apresentou a petição “para proteger os direitos e interesses” dela e dos demais beneficiários.
O advogado de Paris declared: “A demora significativa dos executores em buscar a aprovação do Tribunal para honorários e custos extraordinários, juntamente com a falta de supervisão em relação aos grandes pagamentos não contratuais que os advogados concederam a si próprios, é preocupante.”
O advogado acrescentou: “A demora de cinco anos, que continua aumentando, prejudica a capacidade do Tribunal e dos beneficiários de exercer uma supervisão efetiva. Mas o fato de essa demora ter ocultado os pagamentos de US$ 125 mil e US$ 250 mil em presentes não contratuais aos advogados é ainda mais preocupante.” O advogado de Paris continuou: “Nenhum cliente daria presentes desse tipo aos próprios advogados, pagando-os do próprio bolso. Pior ainda, os advogados fizeram os pagamentos sabendo que os beneficiários já haviam contestado essa prática há muito tempo e, quando finalmente os divulgaram, não foram totalmente transparentes.”
Paris disse que, "no mínimo, essas gratificações e as declarações descabidas dos advogados em defesa delas acendem um sinal de alerta."
"Por mais doloroso que seja dizer isso em um documento formal, os registros atuais sugerem que um grupo de advogados muito unidos e altamente remunerados está se aproveitando da falta de fiscalização dos executores para desviar dinheiro do espólio, às claras", alegou a petição de Paris.
“Para piorar a situação, o pagamento desses presentes foi encoberto pelo fato de que os advogados dos executores só agora estão solicitando a aprovação dos honorários referentes a 2018, sem nenhuma explicação razoável para a demora”, acrescentou a petição.
Paris afirmou estar “grata” pelo trabalho realizado pelos executores. Disse que, por esse motivo, procurou-os em particular em 2018 para abordar “discretamente” a prática dos advogados de concederem a si próprios grandes pagamentos de bônus. Ela afirmou: “os advogados aparentemente ignoraram essa objeção, pois o espólio pagou pelo menos US$ 500 mil em presentes aos advogados apenas oito meses depois”.
Em sua petição, Paris afirmou que essa conduta fez com que ela “perdesse a confiança na supervisão dos advogados pelos executores”. Segundo ela, “os executores certamente se oporiam ao uso de seus próprios recursos para pagar gratificações não contratuais de seis dígitos a um prestador de serviços”.
Ela afirmou: “É surpreendente, portanto, que os executores não tenham colocado um fim a essa prática — especialmente depois que os beneficiários levantaram a questão. Isso levanta a dúvida sobre se os advogados informaram plenamente os executores sobre a natureza dos presentes que decidiram pagar a si próprios... ou se mantiveram os executores parcial ou totalmente no escuro.” Paris propôs a nomeação de um terceiro executor “mais capaz de supervisionar os advogados de forma independente e garantir a administração adequada das finanças do espólio e dos documentos apresentados ao tribunal no dia a dia”.
Jonathan Steinsapir, advogado do Espólio de Michael Jackson, reagiu com desdém às alegações de Paris.
"A transformação e o sucesso históricos do Espólio de Michael Jackson em benefício dos filhos de Michael falam por si só", disse Steinsapir à Us. "A visão de negócios dos executores do espólio gerou bilhões de dólares para os filhos de Michael, e eles usaram esse mesmo critério comercial para determinar uma remuneração justa para uma equipe jurídica de nível internacional que os ajudou a alcançar esses resultados sem precedentes, enquanto também lutava contra ataques infundados contra Michael por parte de oportunistas que buscavam se enriquecer às custas do espólio e de seus beneficiários." O advogado do espólio continuou: "As alegações feitas por este novo grupo de advogados de [Paris] — que não possuem experiência relevante na representação de clientes na indústria do entretenimento — são infundadas e difamatórias." "Estamos confiantes de que o Tribunal as rejeitará integralmente e voltará a aprovar as prestações de contas do espólio, como fez inúmeras vezes ao longo dos últimos dezesseis anos", concluiu.
Na petição apresentada em 15 de setembro, os executores do espólio, John Branca e John McClain, detalham os custos associados à contratação de escritórios de advocacia para atender às diversas necessidades do Espólio de Michael Jackson, afirmando:
“O Espólio e suas empresas contratam advogados em todo o mundo para prestar assessoria e representar o Espólio em diversos tipos de atividades empresariais, incluindo, entre outras, a solicitação e manutenção de registros de propriedade intelectual, a defesa dos direitos de propriedade intelectual, a negociação e formalização de acordos, a administração dos procedimentos sucessórios e a apresentação e defesa em litígios em andamento”, incluindo o caso Robson/Safechuck.
Os documentos apresentados pelo espólio no Tribunal Superior da Califórnia, no condado de Los Angeles, afirmam que Paris Jackson é contra o pagamento integral dos honorários advocatícios relacionados às alegações de abuso sexual e ao processo decorrente delas. No entanto, os executores argumentam que a posição dela “jamais poderia justificar a suspensão de todos os tipos de pagamentos aos numerosos advogados do Espólio”.
Caso o espólio de Michael não consiga pagar os honorários advocatícios, Branca e McClain afirmam que isso teria “consequências profundamente desestabilizadoras para o espólio”, segundo os documentos judiciais.
Os documentos afirmam que a suposta justificativa para a medida solicitada — de que os ‘atrasos’ na apresentação das petições de honorários e das prestações de contas de alguma forma dificultam o conhecimento de seu conteúdo — não tem absolutamente nenhuma relação com a medida solicitada”, classificando como “sem fundamento” a petição de Paris para retirar dos executores o poder de pagar seus advogados.
Caso os tribunais deem razão a Paris e obriguem os executores a interromper o pagamento dos honorários advocatícios, o espólio afirma que também não terá condições financeiras de continuar contestando as alegações, uma vez que os executores deixariam de ter poder para pagar seus advogados pela defesa nos processos em andamento.
Os documentos judiciais afirmam:
“O Espólio provavelmente teria de deixar de se defender no processo Robson/Safechuck, no qual estão previstas diversas tomadas de depoimentos, questões relacionadas à produção de provas e outros procedimentos para os próximos meses, e no qual os autores estão buscando US$ 400 milhões.”
“Seria desastroso para o Espólio deixar de se defender neste caso.”
Um advogado de Paris Jackson não respondeu ao pedido de comentário da PEOPLE sobre a petição.
Em 16 de setembro, John Branca e John McClain, executores do espólio de Michael, apresentaram ao tribunal um relatório de prestação de contas. O relatório detalha as receitas e as despesas referentes ao período de janeiro a dezembro de 2021.
No período, os repasses diretos a Paris somaram US$ 3.273.681, além de US$ 10 mil destinados a obras em sua residência. O relatório aponta que o espólio cobriu:
| Categoria | Descrição das Despesas |
|---|---|
| Aluguel | 12 meses de locação (cerca de US$ 18,5 mil por mês) |
| Viagens | US$ 26 mil pagos a uma agência de viagens |
| Tributos | Centenas de milhares de dólares em impostos |
| Despesas Jurídicas | Dezenas de milhares de dólares em honorários e custas |
| Carreira Musical | Dois pagamentos (US$ 57.377 e US$ 66.405) à produtora FreenJoy para a realização do clipe da faixa Let Down, do seu álbum de estreia Wilted |
| Atuação | US$ 450 no Nancy Banks Studio, escola de atuação em Hollywood. Em 2021, Paris participou de três episódios de American Horror Story e do filme Habit. |
Prince (28 anos) recebeu um total de US$ 2.128.511,38 em repasses no ano. Entre os itens descritos no relatório constam:
| Categoria | Descrição das Despesas |
|---|---|
| Educação | US$ 25 mil em mensalidades acadêmicas |
| Obras | Mais de US$ 150 mil em obras residenciais |
| Logística e Festas | US$ 61 mil com empresa de eventos e locação de estruturas, US$ 4 mil em serviço de manobrista, US$ 1.700 em balões decorativos, US$ 600 em sinalização personalizada e US$ 2.693 no serviço de buffet para um único evento |
| Outras Despesas | US$ 1.300 na lanchonete Pink’s Hot Dogs, milhares de dólares em combustível no cartão Chevron, cerca de US$ 2 mil em serviços de limpeza, US$ 1.500 em dinheiro vivo e um reembolso de US$ 1.702 ao seu primo Tito Jackson Jr. |
Bigi (23 anos) recebeu US$ 1.053.085,99 no ano, além de ter suas contas pagas.
| Categoria | Descrição das Despesas |
|---|---|
| Moradia | Espólio comprou uma casa para Bigi e pagou por todas as despesas relacionadas a ela. Após a mudança do herdeiro para um novo endereço, passou-se a custear o aluguel e as despesas correlatas do novo imóvel. |
| Educação | US$ 28.264 pagos em mensalidades acadêmicas |
| Outros | Reembolso de US$ 16 mil a Tito Jr. por uma aquisição. |
Na documentação, o espólio informou que já havia comprado anteriormente imóveis — de propriedade do espólio — para Prince, Paris e Katherine (95 anos). O espólio também covers todas as despesas, incluindo seguro, impostos sobre a propriedade, manutenção e determinadas melhorias.
A documentação informou que Paris, Prince e Bigi receberam US$ 250 mil cada um como um “empréstimo para os beneficiários destinado ao pagamento de honorários advocatícios”.
Em uma reviravolta jurídica dramática que revelou detalhes sobre um dos espólios de celebridades mais valiosos da história, novos documentos judiciais apresentados pelo espólio de Michael Jackson em 9 de outubro afirmam que Paris Jackson recebeu aproximadamente US$ 65 milhões em benefícios do espólio de seu pai.
A revelação veio como parte de uma petição apresentada pelos executores do espólio de Michael Jackson, em resposta à tentativa judicial de Paris de questionar o controle e a transparência deles, especialmente em relação aos supostos bônus e “pagamentos adicionais” (premium payouts) de 2018.
“Poucas pessoas se beneficiaram mais da visão empresarial dos executores do que a própria peticionária, que recebeu aproximadamente US$ 65 milhões em benefícios do Espólio”, afirma a petição. “Ela jamais teria recebido esse valor se os executores tivessem seguido o procedimento típico para um espólio como este em julho de 2009.”
Os executores afirmam que transformaram o que antes era um espólio profundamente endividado em uma marca global em plena ascensão.
Citando elogios anteriores de um juiz, a petição destaca: "A visão de negócios dos executores pegou um espólio que 'começou com nada além de dívidas e obrigações expressivas e contínuas' e o 'transformou em um patrimônio de US$ 2 bilhões' — um espólio que agora é 'uma potência e uma força na indústria musical atual'."
Paris protocolou uma petição no início deste ano contestando o que seus advogados classificaram como "mimos" e "gratificações" excessivas. Ela alega em documentos judiciais, “esses pagamentos parecem, ao menos em parte, consistir em gratificações generosas concedidas a advogados que já são muito bem remunerados”.
Em resposta, em 9 de outubro, os executores do espólio de Michael Jackson rebateram firmemente essa afirmação, classificando-a como “sabidamente falsa”.
“Bônus não são pagos sem uma contrapartida; eles são pagos por serviços e resultados fora da curva”, diz uma nota de rodapé da nova petição. “E os bônus não representam uma perda completa de controle; eles estão sujeitos à aprovação do Tribunal de Sucessões.”
O advogado de Paris não respondeu ao pedido de comentário da PEOPLE.
No centro da disputa está uma ordem judicial de 2010 que permite aos executores pagar advogados sem obter aprovação prévia do tribunal. A petição de Paris pede que essa ordem seja revogada. No entanto, os executores argumentam que ela está contestando indevidamente documentos jurídicos protegidos pelo estatuto anti-SLAPP da Califórnia, que protege as pessoas contra processos destinados a inibir seu direito de apresentar petições aos tribunais.
Os executores insistem que Paris tem todo o direito de contestar as decisões do espólio — desde que o faça da forma correta.
“É claro que os beneficiários do Espólio, incluindo a Peticionária, podem contestar as ações ou omissões dos Executores, como já fizeram no passado, inclusive aquelas relacionadas ao pagamento dos advogados do Espólio”, afirma a petição. “Tudo o que os Executores pedem é que a Peticionária faça isso de maneira processualmente adequada e não em evidente violação do estatuto anti-SLAPP.”
Na sexta-feira, 3 de outubro, Paris, 27, apresentou documentos ao tribunal como parte de sua oposição ao pedido dos executores do espólio para o pagamento de honorários a escritórios de advocacia contratados para atuar em nome do espólio. O advogado de Paris afirmou que os “executores admitem ter feito pagamentos de seis dígitos, fora das obrigações contratuais, em 2018, e provavelmente pagaram milhões a mais em benefícios não divulgados nos últimos sete anos”.
“Essa conduta, decorrente de uma postura de comodidade e arrogância, é indefensável, e os Executores não fizeram nada para demonstrar o contrário”, acrescentou seu advogado. “Em vez disso, como no Mágico de Oz, exigem que o Tribunal confie neles cegamente, sem permitir que se examine o que realmente está por trás de sua atuação.”
A petição acrescenta: “A única tentativa dos Executores de justificar esses pagamentos consiste em uma afirmação genérica de que o pagamento de gratificações a advogados da indústria musical ‘não é incomum’.”
O advogado de Paris afirmou que os executores não fazem “nenhuma tentativa de comprovar a veracidade dessa afirmação conveniente para eles, nenhuma tentativa de justificar o valor de qualquer pagamento e nunca explicam os pagamentos referentes ao suposto tempo de trabalho que não havia sido registrado”.
Em sua petição, Paris afirmou que tem o direito de fazer questionamentos no processo. “Deveria ser evidente que os Executores não estão imunes a críticas por condutas inadequadas reveladas em seus próprios documentos”, observou seu advogado.
Paris os acusa de terem apresentado recentemente uma petição para atrasar a fase de discovery, na qual ela poderia solicitar determinados documentos e informações. Paris afirmou que os executores não tinham autoridade para conceder esses “presentes extracontratuais”, e que “não calcularam os pagamentos de 2018 com base em nenhum critério”, além de inicialmente não terem divulgado esses pagamentos em suas primeiras petições. “Esse histórico seria extremamente problemático mesmo se os pagamentos pudessem ser justificados em tese — o que não é o caso”, declarou o advogado.
Paris insiste que seus questionamentos são válidos e pede que a solicitação dos executores para arquivar a sua petição seja rejeitada imediatamente. Em resposta, o espólio afirmou que destinou mais de US$ 65 milhões a despesas e benefícios relacionados a Paris.
Na quinta-feira, 9 de outubro, os executores do espólio, John Branca e John McClain, revelaram quanto Paris recebeu em benefícios desde a morte de seu pai, em 2009, aos 50 anos.
“Poucas pessoas se beneficiaram mais da visão empresarial dos executores do que a própria peticionária, que recebeu aproximadamente US$ 65 milhões em benefícios do Espólio. Ela jamais teria recebido esse valor se os executores tivessem seguido o procedimento típico para um espólio como este em julho de 2009.”
Os executores, que apresentam regularmente relatórios de prestação de contas ao tribunal, pediram ao juiz o arquivamento das contestações de Paris, sustentando que todas as despesas foram regulares e necessárias para manter as operações do patrimônio.
No documento, alegam que a tese de Paris — de que “o pagamento de cerca de US$ 600 mil em bônus (que seriam devolvidos caso não fossem aprovados) em um ano no qual o espólio faturou quase US$ 300 milhões justificaria travar a capacidade de gestão dos executores — mal merece resposta”.
Um dos advogados da gestão destacou: “Os executores apoiam a fiscalização de seus atos. Sempre apoiaram. E por que não apoiariam? Nas palavras do próprio Tribunal, a visão de negócios dos gestores pegou um espólio que 'começou com nada além de dívidas e obrigações expressivas' e o 'transformou em um patrimônio de US$ 2 bilhões' — que hoje é 'uma potência e uma força na indústria musical'.” O juiz ainda não proferiu a decisão.
O repórter do site Puck, Eriq Gardner, escreveu que pessoas próximas ao caso afirmaram que Paris estava “preocupada com o fato de que um sistema criado para proteger o legado de um artista ter se moldado, ao longo do tempo, para preservar o próprio poder”.
Há anos, os executores enfrentam uma questão com a Receita Federal dos Estados Unidos (IRS), que os impede de transferir todos os ativos de Michael para um trust.
Paris já declarou que entende que os ativos deveriam ser transferidos o quanto antes, o que permitiria que os beneficiários — que incluem ela e seus irmãos Prince e Bigi — recebessem suas partes.
O Puck reportou que, mesmo quando os bens forem transferidos para o trust, Branca e McClain continuariam no comando. Segundo Gardner, "a principal diferença é que eles atuarão com ainda menos fiscalização: sem prestações de contas ao tribunal, sem aprovações judiciais e sem documentos públicos".
Como a Us Weekly informou anteriormente, os executores também estão envolvidos em uma disputa judicial com um homem chamado Frank Cascio e a família dele. Os executores afirmam que Cascio, que foi amigo de longa data de Michael e o defendeu de acusações por anos, os procurou em 2019 ameaçando fazer denúncias contra o falecido astro. O espólio declarou ter aceitado relutantemente um acordo com Cascio e sua família, que receberam pagamentos ao longo de vários anos. Os gestores alegam que Cascio voltou a fazer ameaças de expor denúncias públicas após o término das parcelas.
A tentativa de Paris Jackson de contestar os executores que administram o valioso espólio de seu pai sofreu um revés judicial — além de resultar em uma ordem para que ela arque com parte dos honorários advocatícios do espólio.
Mitchell L. Beckloff, juiz aposentado de Los Angeles designado especialmente para o caso, acolheu na segunda-feira, 10 de novembro, a moção especial do espólio e decidiu pela retirada de partes da petição de Paris, dando razão aos executores John Branca e John McClain. A decisão concluiu que muitas das alegações jurídicas feitas por ela tinham como alvo os próprios documentos apresentados pelo espólio ao tribunal e, por isso, recebiam proteção especial prevista na lei anti-SLAPP da Califórnia, que protege diversas manifestações feitas no exercício do direito de peticionar ao Judiciário contra ações movidas em retaliação.
A sentença extingue parte da ação movida pela musicista de 27 anos.
Em declaração à PEOPLE, um porta-voz de Paris Jackson afirmou: “Esta decisão é limitada a questões processuais secundárias e não altera os fatos: o padrão de comportamento demonstrado pelos executores e seus advogados levanta sinais de alerta significativos, e Paris continuará trabalhando para garantir que sua família seja tratada de forma justa. Apresentaremos uma nova petição atualizada em breve”.
Ela havia pedido ao tribunal a revisão de uma ordem judicial de 2010 que autoriza os executores a pagarem seus advogados sem a necessidade de aprovação prévia da Justiça. Sua petição buscava obrigar os gestores a "protocolar pedidos de autorização para o pagamento de honorários advocatícios e reembolso de custas referente aos anos de 2019 a 2023 no prazo de 90 dias".
A petição de Paris acusava o espólio de operar com pouca fiscalização e de realizar pagamentos irregulares, incluindo o que ela classificou como gratificações extracontratuais de US$ 125 mil e US$ 250 mil aos advogados.
A moção do espólio para rejeição dos trechos não contestou a existência desses supostos pagamentos. Em vez disso, segundo a decisão do tribunal, o recurso questionava as objeções de Paris em relação aos prazos e ao conteúdo dos documentos apresentados pelo espólio na Tribunal de Sucessões, e não a alegação de que tais "bônus" seriam ou não adequados.
Para Paris, não se tratava apenas de valores, mas de uma questão de confiança. “O atraso de cinco anos, que continua aumentando, prejudica inevitavelmente a capacidade do tribunal e dos beneficiários de exercer uma supervisão efetiva”, argumentava a petição, sugerindo que a demora do espólio em apresentar pedidos de aprovação dos honorários havia deixado Paris e seus irmãos Bigi e Prince — que também são beneficiários do espólio — sem informações suficientes sobre como a fortuna do pai estava sendo administrada.
Os advogados do espólio rebateram, argumentando que a petição de Paris foi construída exatamente sobre os documentos que ela criticava — petições que possuem proteção especial pela lei da Califórnia. Ao invocar a lei anti-SLAPP do estado, eles sustentaram que partes da petição deveriam ser retiradas, a menos que Paris demonstrasse uma probabilidade de obter decisão favorável.
O árbitro concordou. A decisão apontou que trechos da petição de Paris se baseavam "diretamente no conteúdo dos documentos do espólio na Vara de Sucessões... declarações feitas no âmbito de um processo judicial", e que até mesmo as queixas sobre a “lentidão extrema" das prestações de contas decorriam de uma atividade protegida pela lei. Seções inteiras da petição foram retiradas do processo, mas outras alegações permaneceram, incluindo questões relacionadas ao ritmo de apresentação dos documentos pelo espólio, à supervisão dos executores sobre o faturamento dos advogados e à possibilidade de os beneficiários receberem mais transparência daqui para frente. O tribunal também determinou que o espólio tem direito ao ressarcimento de honorários advocatícios.
Para Paris, porém, a derrota afeta apenas parte de suas alegações, permanecendo em análise questões como os pagamentos adicionais relacionados ao suposto tempo de trabalho dos advogados que não havia sido registrado.
Os executores continuam com amplos poderes sobre a administração do espólio, incluindo decisões financeiras e operacionais. A própria petição buscava uma análise judicial das práticas de administração do espólio, mas o árbitro concluiu que a maioria das alegações não preenchia os requisitos legais para a medida solicitada.
As decisões financeiras e administrativas do espólio continuam determinando a forma como a propriedade intelectual e o legado de Michael Jackson são administrados, desde relançamentos musicais até os direitos relacionados à imagem e à marca. São justamente essas áreas que a petição de Paris buscava examinar.
Ainda assim, segundo os executores, a decisão deixa claro que o espólio continua firmemente sob seu comando. Eles afirmam que, embora os parágrafos restantes da petição de Paris possam permitir algum prosseguimento limitado, a disputa mais ampla que ela travava — por supervisão, transparência e participação nas decisões sobre o legado de seu pai — parece, por enquanto, ter chegado ao fim.
Paris Jackson apresentou um novo documento judicial na disputa envolvendo o espólio de seu pai. Desta vez, ela afirma que os executores do espólio teriam abusado de suas funções para aumentar os próprios ganhos.
Paris protocolou uma contestação na Justiça de Los Angeles na terça-feira, 18 de novembro, questionando a prestação de contas do espólio referente ao ano de 2021, que ela e seus irmãos só receberam em setembro — cerca de quatro anos depois.
No documento, Paris demonstrou preocupação com as “enormes montantes em dinheiro” que permanecem sem investimento sob a administração dos coexecutores John Branca e John McClain. Segundo ela, as decisões financeiras tomadas pelos dois não estariam alinhadas aos melhores interesses do espólio.
“Paris está cada vez mais preocupada com o fato de que o Espólio tenha se transformado em um instrumento para que John Branca enriqueça e aumente seu próprio poder e prestígio, em vez de atender aos melhores interesses dos beneficiários e preservar de forma firme o legado de seu pai”, afirma o documento.
Uma fonte próxima ao espólio de Michael contestou as alegações: “Esta é mais uma tentativa equivocada dos advogados de Paris Jackson para se justificarem. O fato é que os advogados de Paris Jackson perderam o processo mais recente contra o Espólio e foram obrigados a ressarcir o Espólio. Todos os beneficiários são muito bem amparados pelo Espólio. Trata-se de uma tentativa fraca de mudar a narrativa sobre a derrota deles.”
Paris afirma que, somente em 2021, os executores receberam mais de US$ 10 milhões em remuneração do espólio — valor que, segundo o documento, foi "mais do dobro do valor distribuído a qualquer beneficiário a título de pensão familiar". Ela também estima que a remuneração total dos executores tenha chegado a US$ 148,2 milhões até o fim de 2021, valor que, segundo ela, “supera em muito qualquer quantia distribuída a Paris ou a seus irmãos”.
No documento, Paris afirma que os executores mantêm mais de US$ 464 milhões em dinheiro sem investimento, com ganhos inferiores a 0,1% devido a “investimentos improdutivos”. Ela calcula que, se esse dinheiro tivesse sido investido adequadamente, poderia ter gerado cerca de US$ 41 milhões em lucros.
O documento apresentado pela cantora e compositora também manifesta preocupação com a decisão dos executores de investir em projetos de entretenimento considerados “arriscados” sem a experiência necessária no setor. Entre eles está o próximo filme biográfico intitulado Michael, no qual Branca atua como produtor executivo e escalou o ator Miles Teller para interpretá-lo. “[O Espólio] se transformou em um fundo privado de investimentos em entretenimento, administrado mais em benefício dos Executores e de seus advogados do que de seus beneficiários”, afirma o documento.
Até o momento, os executores também não apresentaram as prestações de contas referentes a 2022, 2023, 2024 ou 2025. Paris afirma acreditar que eles estejam deliberadamente atrasando o processo para manter o espólio aberto “indefinidamente” e, assim, continuar realizando investimentos de alto risco.
A petição foi apresentada depois que os executores protocolaram, em outubro, uma manifestação no tribunal na qual afirmaram que Paris já havia recebido aproximadamente US$ 65 milhões em benefícios do espólio.
Paris pede ao tribunal que não aprove a prestação de contas e determine que os executores preparem e apresentem uma nova prestação que descreva integralmente seus “verdadeiros atos”.
A audiência do caso está marcada para 13 de janeiro de 2026.
Paris Jackson apresentou documentos ao tribunal na terça-feira, 18 de novembro, nos quais afirma que os executores, que receberam mais de US$ 148 milhões por seu trabalho, receberam valores que “superaram em muito” qualquer quantia destinada a ela e seus irmãos, segundo a Us Weekly. Ela também criticou o filme biográfico aprovado pelo espólio.
Segundo os documentos, aparentemente John Branca, um dos executores do espólio, teria usado sua posição como produtor executivo do próximo filme ‘Michael’ para escalar o “único ator de primeira linha” do longa, Miles Teller, para interpretar a si próprio no filme.
"Sem dúvida, o Sr. Branca considera sua própria história central para a trajetória de Michael Jackson. No entanto, não está claro como essa decisão de elenco peculiar e presumidamente dispendiosa se reverterá em bilheteria proporcional", declarou o advogado de Paris no documento.
“Pior ainda, a falta de experiência do Sr. Branca na produção de filmes dramáticos pode estar na origem das notícias de que o Espólio teve de gastar dezenas de milhões de dólares em novas filmagens, depois que os termos de um conhecido acordo de 1993 impediram a produção de utilizar uma quantidade substancial das cenas que já haviam sido gravadas.”
Segundo relatos, o filme precisou passar por novas filmagens por causa do terceiro ato, que envolve um dos acusadores de Michael, Jordan Chandler. Um antigo acordo teria proibido Michael ou sua equipe de falar sobre Jordan.
O advogado prosseguiu: "A perspectiva de uma produção mal-executada de uma cinebiografia de 3 horas e meia, há muito aguardada e na qual o Espólio teria investido ao menos parte — se não a totalidade — do orçamento de US$ 150 milhões, é preocupante, para dizer o mínimo." Paris afirmou que não conseguiu obter respostas sobre o que ocorreu nos bastidores da produção.
Paris declarou ter contestado a prestação de contas mais recente e o pedido de pagamento de honorários a um escritório de advocacia terceirizado apresentado pelos executores Branca e John McClain. Como a Us Weekly já havia informado, Paris vem travando há meses uma disputa com os executores em torno das despesas jurídicas de 2018. Agora, ela também está questionando determinados pagamentos realizados em 2021.
O advogado de Paris afirmou ao tribunal: "O atraso na prestação de contas entre o ano do exercício e o protocolo desta petição prejudica significativamente a capacidade dos beneficiários — e do próprio Tribunal — de compreenderem a gestão atual do Espólio ou de revisarem de forma substancial suas atividades." E acrescentou: "Os executores nem sequer tentam explicar por que, apesar de suas amplas alegações de capacidade de gestão e dos abundantes recursos financeiros à sua disposição, levaram quase cinco anos para fazer essa divulgação. A demora é especialmente problemática devido à discricionariedade extraordinária concedida a eles e também porque a natureza das atividades do Espólio, na medida em que são reveladas neste 12º balanço, suscita preocupações profundas."
Paris afirmou que a prestação de contas de 2021 mostra: “que enormes quantias em dinheiro permaneceram — e provavelmente continuam permanecendo até o presente — sem investimento por parte do Espólio. Ao mesmo tempo, os Executores parecem ter investido em projetos de entretenimento altamente especulativos e arriscados, nos quais assumiram papéis de destaque, apesar de sua aparente falta de competência ou experiência, pelo menos segundo relatos da imprensa.”
Paris afirmou que duas contas bancárias tinham mais de US$ 464 milhões, com pouca movimentação. Em sua petição, Paris argumentou que os executores “aparentemente falharam completamente em investir o dinheiro de forma competente, enquanto, ao mesmo tempo, empregaram capital apenas onde havia potencial para lhes proporcionar benefícios pessoais, com grande risco para o Espólio e nenhum risco para eles”.
Ela alegou ainda que a prestação de contas indica que a gestão continuou a conceder "bônus extracontratuais a escritórios de advocacia muito depois de 2018, incluindo até US$ 750 mil em repasses dessa natureza apenas durante o ano de 2021."
Paris disse ao tribunal estar “preocupada” com a “persistente falta de transparência dos Executores em relação a determinadas despesas de grande valor e com a falta de diligência em prestar contas de suas atividades aos beneficiários e ao Tribunal dentro do prazo”.
O advogado de Paris afirmou: “"Essas preocupações são agravadas pelo exercício de um volume sem precedentes de discricionariedade na gestão dos negócios do Espólio, que parece ter se transformado em um fundo privado de investimento em entretenimento administrado mais para o benefício dos executores e de seus advogados do que dos beneficiários".
“Até o momento, em vez de responder aos pedidos de Paris por informações básicas, os Executores têm adotado uma estratégia de litígio agressiva contra ela”, acrescentou.
Paris ressaltou que, em 2021, os executores receberam quase US$ 8 milhões em remuneração do espólio, "sem contar qualquer remuneração direta ou indireta adicional recebida como resultado, por exemplo, de repasses ao escritório de advocacia do próprio Sr. Branca."
“Isso representa mais que o dobro do valor distribuído a qualquer beneficiário por meio da verba familiar”, observou o advogado de Paris.
"Isso equivale a mais do dobro do valor distribuído a qualquer beneficiário a título de pensão familiar", observou a defesa. "Em suma, o cenário atual serve aos interesses dos executores e de seus colegas para rechear os próprios bolsos com apostas arriscadas que não estão alinhadas com os melhores interesses do Espólio. Com base nos números disponíveis, os executores receberam uma remuneração total de US$ 148.252.657 do Espólio até o final de 2021, o que supera em muito qualquer quantia distribuída a Paris ou seus irmãos.”
Uma fonte próxima ao espólio disse à Us Weekly: “Esta é mais uma tentativa equivocada dos advogados de Paris Jackson para se justificarem. O fato é que os advogados de Paris Jackson perderam o processo mais recente contra o Espólio e foram obrigados a ressarcir o Espólio. Todos os beneficiários são muito bem amparados pelo Espólio. Trata-se de uma tentativa fraca de mudar a narrativa sobre a derrota deles.”
In regard to the judge denying Paris’ motion, her rep told Us at the time, “This order is limited to minor procedural issues and does not change the facts: the pattern of behavior displayed by the executors and their attorneys raises significant red flags, and Paris will continue working to ensure her family is treated fairly. We will be submitting an updated filing shortly.”
ABC NEWS: A única filha mulher do Rei do Pop está travando uma guerra contra os administradores do espólio bilionário do pai dela. Em documentos judiciais protocolados recentemente, Paris Jackson acusa John Branca e John McClain de abusarem de suas funções como executores do espólio para encher os próprios bolsos, pagando a si mesmos valores adicionais regulares e bônus sem explicação. Paris Jackson alega que os dois pagaram a si próprios quase 150 milhões de dólares ao longo de 12 anos, embolsando mais de 10 milhões de dólares só em 2021. Paris diz que esse valor é mais do que o dobro do que qualquer membro da família Jackson realmente recebeu.
DAVID GLASS (advogado especialista em Direito de Família de celebridades): O espólio é obrigado a apresentar uma prestação de contas anual explicando onde o dinheiro está investido, como foi investido e com o que foi gasto. O espólio não faz essa prestação de contas desde 2021, e a Paris Jackson tem sérias objeções a essa contabilidade. Ela vai precisar ir a julgamento e apresentar provas que demonstrem que todas essas irregularidades em questões financeiras de fato aconteceram.
ABC NEWS: Uma fonte próxima ao espólio disse à ABC News: "O fato é que os advogados da Paris perderam... contra o espólio e foram condenados a pagar os honorários advocatícios do espólio". E acrescentou que "todos os beneficiários estão muito bem amparados...". O espólio também revelou anteriormente que Paris já recebeu 65 milhões de dólares, além da herança de 2 bilhões de dólares que ela vai herdar junto com seus irmãos, Prince e Bigi.
Outro ponto de discórdia para Paris é a futura cinebiografia sobre seu pai, intitulada simplesmente 'Michael'. Os advogados de Paris ressaltam que Miles Teller é o único ator A list no filme, interpretando ninguém menos que John Branca, que, como produtor executivo, influenciou na escalação de seu próprio papel.
ABC NEWS, MATT GUTMAN: Paris Jackson também está criticando a forma como diz que os recursos do espólio vêm sendo investidos, inclusive acusando os advogados que administram o espólio de deixarem uma quantia de 400 milhões de dólares parada em caixa em vez de investir adequadamente, o que os executores do espólio contestam. Agora, a expectativa é que cada um dos filhos de Michael receba sua herança completa do espólio estimado em 2 bilhões de dólares quando atingirem uma determinada idade, mas, pessoal, isso ainda vai levar anos.
A batalha judicial em torno do espólio de Michael Jackson continua e, no documento mais recente, os advogados dos executores do espólio informaram ao juiz que têm direito a receber US$ 115 mil em custos e honorários advocatícios.
Os advogados dos executores John McClain e John Branca protocolaram documentos na Justiça de Los Angeles na sexta-feira, 9 de janeiro, detalhando e explicando todos os honorários e custos que devem receber pelo tempo dedicado a analisar e responder a uma petição apresentada por Paris Jackson.
Os documentos, obtidos pela PEOPLE, indicam que os advogados de Branca e McClain estão solicitando US$ 93.924,63 em honorários e US$ 1.238,39 em custos relacionados especificamente à ação anti-SLAPP, apresentada no ano passado e acolhida em novembro, além de outras custas e honorários vinculados ao ressarcimento desses valores.
Ao acolher a ação anti-SLAPP, o tribunal rejeitou alegações apresentadas por Paris em uma petição de julho. O objetivo do documento apresentado em 9 de janeiro era “detalhar os honorários e custos incorridos pelos Executores em relação à ação anti-SLAPP, para que o Tribunal possa determinar o valor a ser concedido”, segundo o documento.
Os executores têm direito ao reembolso porque venceram a ação anti-SLAPP.
Ainda assim, um porta-voz de Paris interpretou o documento como uma tentativa dos executores de obter mais dinheiro. “Há meses, Paris Jackson vem trabalhando para esclarecer o que parecem ser discrepâncias preocupantes e irregularidades financeiras na administração do espólio de seu pai”, disse um porta-voz de Paris à PEOPLE em um comunicado. “Não é surpresa que os executores e seus advogados estejam usando todos os recursos à sua disposição para retirar ainda mais dinheiro da família Jackson e colocá-lo em seus próprios bolsos. Paris continua determinada e seguirá lutando por transparência, responsabilização e justiça para sua família.”
Paris é beneficiária do espólio de Jackson ao lado dos irmãos Prince e Bigi. Em novembro, ela protocolou um novo documento judicial alegando que Branca e McClain abusaram de suas funções como executores do espólio para enriquecimento próprio.
O representante de Paris já havia declarado à Us Weekly que, quando os executores apresentassem seu pedido de pagamento dos honorários advocatícios, “nós vamos contestá-lo”.
Documentos mostram que o filho mais velho, Prince Jackson, 29, o irmão mais novo, Bigi, 24, e Paris, 27, apresentaram uma petição pedindo que um juiz do Tribunal Superior de Los Angeles determine que o espólio forneça um detalhamento financeiro de suas despesas de 2025 até 15 de setembro — quase nove meses após o fim do ano.
“Os irmãos respeitosamente afirmam que o Espólio dispõe de recursos suficientes, ou poderá obtê-los nos próximos oito meses, para concluir a prestação de contas de 2025”, afirma a petição, que detalha como o espólio pretende levar 16 meses para concluir os cálculos.
A cantora, conhecida por sua postura firme, também apresentou outra petição pedindo que os pagamentos aos advogados do espólio sejam suspensos, enquanto recorre da decisão de um juiz que determinou que ela pagasse os honorários advocatícios do espólio, depois que os executores precisaram se defender de suas sucessivas ações judiciais.
No entanto, a nova petição conjunta dos irmãos — apresentada em 4 de fevereiro — mostra que Prince e Bigi estão entrando na disputa, embora ainda não se saiba até que ponto, segundo uma fonte ouvida pelo Enquirer.
“Isso não parece muito positivo para o espólio, agora que os três irmãos estão se unindo. As coisas no universo Jackson mudam num piscar de olhos”, afirma uma fonte, que acreditava que Prince e Bigi permaneceriam apenas observando a batalha judicial à distância.
Paris Jackson respondeu ao pedido apresentado pelo espólio para que ela arque com os honorários advocatícios relacionados ao processo em andamento. Paris apresentou recentemente uma oposição ao pedido para que ela pague os honorários dos advogados do espólio, segundo documentos judiciais obtidos com exclusividade pela Us Weekly na sexta-feira, 6 de março.
“Desde o início, o único propósito da moção anti-SLAPP dos executores foi tornar o processo o mais caro e demorado possível para impedir que Paris obtivesse as reparações adequadas”, diz a petição. “Sabendo que a ação anti-SLAPP não teria e não poderia ter qualquer impacto sobre a medida solicitada, os executores permitem que dois dos mesmos escritórios de advocacia que receberam pagamentos indevidos ataquem os questionamentos de Paris sobre o momento e o conteúdo das próprias declarações e manifestações dos advogados em documentos apresentados ao tribunal.”
Os executores do espólio teriam pago US$ 115.355,52 aos escritórios de advocacia contratados, valor que a equipe de Paris argumenta ser um gasto “sem qualquer perspectiva de benefício prático”.
“Este quarto prejuízo ao Espólio é inteiramente responsabilidade dos executores”, afirmam os documentos. “O Tribunal deve exercer sua discricionariedade e não conceder qualquer valor a título de honorários.”
Os advogados de Paris também argumentaram que a ação anti-SLAPP “foi um desperdício de recursos que os executores tinham o dever de evitar e provavelmente poderiam ter evitado”.
“Os executores e seus advogados estão sendo imprudentes ou descuidados”, declarou à Us Weekly uma fonte próxima a Paris. “Esta foi mais uma tentativa de retirar dinheiro extra do próprio espólio que eles deveriam administrar. Paris está se posicionando porque se importa com sua família e com o futuro deles.”
Em março de 2018, Paris e seus irmãos questionaram os altos valores cobrados pelos advogados que trabalham para o espólio e pediram que não fossem pagos bônus a advogados que já cobravam por hora.
Segundo a petição de Paris, para resolver o conflito, foi negociada uma redução de US$ 1 milhão nos honorários. Além disso, foi reafirmada a regra dos 70/30: 70% dos honorários dos advogados poderiam ser pagos antecipadamente, enquanto 30% ficariam retidos até a aprovação do tribunal.
Poucos dias depois, segundo os advogados de Paris, os executores fizeram US$ 625 mil em pagamentos não contratuais a três escritórios de advocacia:
- Escritório Kinsella: US$ 250.000;
- Escritório Greenberg: US$ 250.000;
- Escritório Saul Ewing: US$ 125.000.
De acordo com a acusação, os executores pagaram 100% desses valores, sem a retenção dos 30% e sem aprovação prévia do tribunal. Os pagamentos só teriam sido revelados aos beneficiários em 2025, quase sete anos depois.
A petição afirma que os executores demoraram quase sete anos para divulgar esses pagamentos ao tribunal e aos beneficiários.
No caso dos US$ 125 mil pagos à firma de Mary Cohen, a justificativa inicialmente apresentada foi que o valor correspondia a tempo de trabalho que não havia sido registrado nas folhas de horas.
Segundo os advogados de Paris, porém, Cohen e Branca posteriormente admitiram que o pagamento não tinha relação com horas não registradas e era, na verdade, um pagamento não contratual.
A petição também afirma que os pagamentos anuais feitos em dezembro continuaram nos anos seguintes, de 2018 a 2021.
- Versão de Branca: eram bônus pagos aos advogados, além dos honorários cobrados por hora, pelos resultados favoráveis obtidos em favor do espólio.
- Versão de Paris: os pagamentos não eram por serviços ou por um resultado específico. Segundo seus advogados, eram gratificações não contratuais feitos com dinheiro do espólio, destinados a conquistar a boa vontade e a lealdade dos advogados em relação a Branca.
Paris também questiona a forma como os valores foram apresentados nas petições e declarações dos advogados.
Um dos exemplos envolve Steinsapir: segundo os advogados de Paris, uma declaração suplementar foi apresentada como se apenas acrescentasse tempo de trabalho que havia sido omitido. No entanto, ela também passou a incluir o bônus de US$ 250 mil da Kinsella, aumentando significativamente o valor solicitado.
Outro ponto questionado é uma afirmação de Branca de que Michael Jackson teria pago bônus a ele e aos sócios de sua firma.
Segundo o documento, os registros apresentados posteriormente mostraram que Michael não havia pago bônus em dinheiro à firma. O que apareceu nos registros foram dois carros dados a Branca ao longo de cerca de 30 anos de representação e um relógio dado a seu paralegal nos anos 1980. Paris argumenta que esses presentes pessoais não seriam equivalentes a um bônus pago a um escritório de advocacia.
Para os advogados de Paris, essa e outras condutas demonstrariam que Branca teria perdido de vista suas obrigações fiduciárias.
Com base nesses argumentos, os advogados de Paris pedem que o tribunal:
- Rejeite a aprovação dos US$ 625 mil em bônus;
- Reserve a decisão sobre a aprovação dos demais honorários e custos das firmas Kinsella, Greenberg e Saul Ewing até que o tribunal faça uma análise in camera das faturas e registros de horas e os beneficiários tenham oportunidade de realizar discovery caso seja apresentada uma nova petição;
- Conceda a Paris os honorários e custos relacionados à apresentação da objeção.
Em resumo:
A disputa não é apenas sobre os US$ 625 mil.
Paris questiona:
- o que exatamente eram esses pagamentos;
- por que não havia critérios claros para determinar os valores;
- por que não houve aprovação prévia do tribunal;
- por que a regra dos 70/30 não teria sido aplicada;
- por que os pagamentos demoraram quase sete anos para ser divulgados;
- e por que diferentes explicações teriam sido apresentadas ao longo do processo.
⚠️ O texto resume o documento apresentado pelos advogados de Paris Jackson. Trata-se das acusações e argumentos apresentados por Paris no processo, que estão sob análise da Justiça.
Paris Jackson está rebatendo o espólio em meio à longa disputa judicial entre as partes. Em uma nova petição, ela afirma que a medida apresentada recentemente pelos executores — pela qual eles agora buscam o reembolso de honorários advocatícios — foi um “desperdício de recursos” cujo objetivo era “tornar o processo o mais caro e demorado possível para Paris”.
A nova manifestação, apresentada em um tribunal de Los Angeles em 26 de fevereiro, foi protocolada depois que os executores do espólio de Michael Jackson apresentaram, em novembro de 2025, uma ação anti-SLAPP — uma medida destinada a obter proteção contra uma ação judicial considerada estratégica para impedir ou punir manifestações sobre questões de interesse público — contra Paris. A medida foi apresentada em resposta à petição de Paris para rescindir uma determinação anterior, na qual ela pedia ao tribunal que modificasse o processo pelo qual os executores do espólio solicitam o pagamento de honorários advocatícios com recursos do espólio.
A ação anti-SLAPP dos executores foi acolhida pelo tribunal, e os advogados de Paris alegam que ela “não poderia, e não teve, qualquer impacto sobre o processo além de causar atraso”, segundo a manifestação obtida pela PEOPLE.
Em janeiro, os executores apresentaram uma segunda medida, alegando que tinham direito a mais de US$ 115 mil em honorários relacionados à ação anti-SLAPP, conforme já havia sido noticiado pela PEOPLE.
Na nova manifestação de 26 de fevereiro, que contesta especificamente esse pedido de honorários, os advogados de Paris alegam que os executores do espólio de Michael “admitiram que a medida [anti-SLAPP] era apenas uma objeção ‘processual’ e que seus efeitos mínimos foram completamente superados simplesmente pela apresentação de uma petição funcionalmente idêntica, formalizada como uma 'moção' em vez de uma 'petição'."
Os advogados de Paris afirmam ainda que a ação anti-SLAPP apresentada pelo espólio de Michael “não resultou na extinção de nenhuma causa de pedir, já que a medida solicitada por Paris na Petição para Rescindir não foi afetada pela ação SLAPP dos executores”.
Fazendo referência ao filme A Few Good Men, a equipe jurídica da filha de Michael Jackson descreveu o coexecutor do espólio, John Branca, da seguinte maneira em uma contundente manifestação apresentada na última sexta-feira, antes da audiência: “Imitando o infame coronel Jessup, o Sr. Branca testemunhou que não tinha nem tempo nem disposição para se explicar aos beneficiários e ‘preferia que vocês simplesmente dissessem “obrigado” e seguissem seu caminho’.”
A manifestação foi apresentada antes de uma audiência marcada para a manhã desta quarta-feira, em Century City, envolvendo os coexecutores do espólio de Jackson, Branca e John McClain. O juiz aposentado Mitchell Beckloff, que acompanha o caso desde a morte de Michael Jackson, em 2009, presidirá a audiência, prevista para começar às 9h e durar o dia inteiro. Pode haver momentos tensos, mas não se espera uma decisão nesta quarta-feira.
Fui informado de que Paris Jackson deverá estar presente. Sua presença e um possível depoimento durante a audiência fariam sentido diante da manifestação que acaba de ser incluída no processo do Tribunal Superior de Los Angeles.
“A insistência contínua e contundente do Sr. Branca em fundamentar-se em um pedido de honorários profundamente falho e sua obstinação em distribuir gratificações a seus colegas — em violação ao Código de Sucessões, à ordem deste Tribunal e à objeção dos irmãos — demonstram, em conjunto, que o Sr. Branca perdeu de vista suas obrigações fiduciárias e desmentem as alegações constantes dos executores sobre transparência e diligência na administração do Espólio”, afirma a petição de 15 páginas datada de 6 de março. “Isso precisa mudar.”
(...)
O espólio, por meio do combativo Branca — interpretado por Miles Teller no filme Michael, produzido com forte participação e autorização do espólio, para dizer de maneira muito, muito educada — reagiu judicialmente às ações de Paris Jackson.
Nos últimos meses, o espólio venceu uma ação anti-SLAPP contra Paris Jackson e pode ter imaginado que a questão finalmente havia sido encerrada. No entanto, embora o tribunal tenha determinado que Branca e o espólio tinham direito a honorários advocatícios — sem nenhuma ironia aí — Paris Jackson decidiu atacar por outra frente.
Essa movimentação foi reconhecida pela equipe de Branca, que tentou respondê-la em uma manifestação própria apresentada nesta semana.
“A decisão da Peticionária de buscar uma medida substancialmente semelhante por meio de uma petição processualmente adequada não anula de alguma forma o fato de que os executores prevaleceram em sua ação anti-SLAPP”, afirmaram, em um documento de 6 de março, os advogados do escritório Kinsella Holley Iser Kump Steinsapir, que representam Branca e McClain. “Os executores têm todo o direito de se defender e de exigir que a Peticionária busque a medida pelos meios processualmente adequados.”
Sim, mas existe o tribunal de justiça e existe também o tribunal da opinião pública — e, se há algo que os Jackson sabem mobilizar tanto quanto a música, é sua base de fãs.
Com centenas de milhões injetados no espólio ressuscitado de Jackson, não é preciso saber fazer o moonwalk para perceber que a disputa vai muito além de US$ 600 mil e alguns pagamentos avulsos.
Paris Jackson, que tornou pública sua decisão de se distanciar do filme biográfico Michael, dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por seu primo Jaafar Jackson no papel-título, está mirando uma questão maior. Se ela conseguirá atingir esse objetivo e retomar o controle sobre o nome, a imagem e o espólio de seu pai é algo que está em jogo.
Outros integrantes da fragmentada família Jackson permaneceram incomumente silenciosos sobre a disputa, enquanto a tia de Paris, Janet Jackson, apareceu publicamente em recentes desfiles de moda na Cidade Luz.
“Os US$ 625 mil em bônus em questão foram perfeitamente adequados e não foram distribuídos a John Branca ou ao seu escritório, mas sim a outras bancas de advocacia que ajudaram o Espólio a gerar um lucro surpreendente de US$ 287,5 milhões em 2018 a partir de um investimento inicial de apenas US$ 50 mil em 2012”, disse Jonathan Steinsapir, advogado do Espólio de Michael Jackson, ao Deadline. “Ao contrário das alegações na petição da Sra. Jackson, jamais existiu a exigência de que honorários advocatícios, incluindo bônus, necessitassem de aprovação prévia do Tribunal ou dos beneficiários. O Espólio nunca presenteou advogados ou qualquer outra pessoa com carros ou relógios. O fato concreto é que o Espólio alcançou um sucesso histórico, gerando bilhões de dólares para os filhos de Michael, e tem sido administrado de forma impecável ao longo dos últimos 16 anos.”
Vale destacar que a paz prevalecia quando Howard Weitzman conduzia a maior parte dos assuntos do espólio. O extremamente protetor sócio-fundador do escritório Kinsella Weitzman Iser Kump LLP faleceu em 2021, pouco antes de esta guerra civil pelo espólio de Jackson eclodir.
Faça as contas.
Ou preste atenção ao que Paris Jackson declarou em setembro do ano passado sobre a cinebiografia Michael, capitaneada por Branca, na qual o advogado atua como produtor executivo: “Apenas prefiro a honestidade em detrimento das vendas e do ganho financeiro.”
Paris Jackson criticou duramente os dois executores que administram o espólio de Michael Jackson e, no processo, também questionou algumas das decisões de produção do filme biográfico. Um advogado do espólio, porém, descartou as reclamações e afirmou que elas são “sem fundamento”.
Segundo documentos judiciais obtidos pelo TMZ, Paris vem travando uma disputa com John Branca e John McClain por questões financeiras e agora também está criticando os dois por causa do filme biográfico, Michael.
Paris já havia se manifestado anteriormente sobre o filme e parece não ter abandonado suas críticas. A filha de Michael afirmou que deseja sucesso a todos os envolvidos na produção, mas que isso “não muda as possíveis preocupações” que ela tem com a participação do espólio no projeto.
Ela alega que Branca usou sua posição como produtor para escalar o ator de primeira linha Miles Teller para interpretar a si próprio, mas questionou a decisão, dizendo que “não está claro como essa escolha peculiar e presumivelmente cara de elenco resultará em uma bilheteria proporcional”.
Ela também afirma que a falta de experiência de Branca como produtor de filmes “pode estar na raiz dos relatos de que o espólio teve de financiar dezenas de milhões de dólares em novas filmagens, depois que os termos de um conhecido acordo impediram a produção de utilizar uma quantidade significativa de material que já havia sido filmado”.
Paris disse estar preocupada com o que chamou de uma “produção mal executada” de um filme biográfico de 3h30. Segundo ela, o fato de o espólio ter supostamente investido pelo menos parte — se não todo — do orçamento de US$ 150 milhões seria “preocupante, para dizer o mínimo”.
Paris também afirmou que McClain e Branca usaram recursos do espólio para investir em projetos arriscados. Ela disse que os executores receberam US$ 7,9 milhões em remuneração somente em 2021 e que, no total, receberam mais de US$ 148 milhões do espólio entre 2009 e 2021.
Os advogados de Branca e McClain rejeitaram as afirmações de Paris. Eles disseram que Paris e seus advogados “ou não estão prestando atenção ao que aconteceu nos últimos anos ou simplesmente querem apresentar objeções por apresentar”.
Eles acrescentaram que Paris e sua equipe “parecem muito mais interessados em fazer jogos na mídia, apresentando acusações falsas, mas capazes de gerar manchetes; levantando ‘preocupações’ específicas sobre questões que já foram analisadas e resolvidas; e encenando sessões de fotos para a imprensa sensacionalista, entrando nas audiências com objetos claramente preparados para chamar atenção”.
O advogado afirmou que a alegação de Paris de que Branca não tinha experiência como produtor era absurda. Segundo eles, ela ignorou o fato de que os executores produziram vários projetos relacionados a Michael Jackson.
“Esses esforços foram extremamente bem-sucedidos”, afirmou o advogado, citando os espetáculos do Cirque du Soleil, o “documentário de show de maior bilheteria de todos os tempos” e um espetáculo de enorme sucesso na Broadway.
Os executores também disseram que as críticas de Paris aos gastos do espólio com o filme biográfico são absurdas. Eles argumentam que seria “irresponsável não explorar um grande filme baseado na vida de Michael Jackson”, mesmo que o espólio tivesse decidido não seguir adiante com a produção, especialmente diante do grande sucesso de Bohemian Rhapsody, filme biográfico sobre Freddie Mercury.
Quanto aos questionamentos de Paris sobre o filme, os gestores declararam ter oferecido uma reunião com ela, mas relataram que o advogado da herdeira jamais deu retorno sobre a proposta de um acordo de confidencialidade (NDA).
O advogado Jonathan Steinsapir disse ao TMZ: "A Sra. Jackson e seus advogados estão mais uma vez abusando dos tribunais e do sistema jurídico ao formularem uma série de falsas alegações como parte de uma campanha midiática para desviar a atenção de suas derrotas judiciais e da fragilidade inerente do seu caso."
Jonathan continuou: “A grande maioria de suas ‘alegações’ já foi aprovada por sua equipe jurídica ou pelo tribunal nas prestações de contas de anos anteriores, mas esses fatos são sistematicamente ignorados por seus advogados. Outras alegações são baseadas em informações falsas ou enganosas.”
"Para que fique claro, o espólio e seus executores jamais concederam um único 'presente' a quem quer que seja, por qualquer motivo. Além disso, nenhum pagamento realizado pelo espólio foi rejeitado pelo tribunal ou considerado não autorizado", afirmou Steinsapir. “Os executores foram meticulosos e diligentes em todas as decisões que tomaram. É chocante que a Sra. Jackson, por meio de seus advogados, tenha apresentado essas objeções falsas e infundadas, considerando que ela já recebeu e continuará se beneficiando substancialmente do trabalho dedicado e incansável dos executores do espólio. A Sra. Jackson já recebeu cerca de US$ 65 milhões em benefícios e herdará centenas de milhões a mais."
Jonathan acrescentou: “Estamos falando de um espólio que tinha US$ 500 milhões em dívidas e estava à beira da falência quando Michael morreu, mas que foi transformado pelos executores em um negócio que gera bilhões em receita.”
“Uma completa falta de compreensão sobre como funciona a indústria cinematográfica e qual é o papel dos produtores nela.” É assim que o espólio de Michael Jackson descreve Paris Jackson e seus advogados na mais recente disputa envolvendo Michael, o aguardado filme biográfico sobre seu pai, Michael Jackson.
Enquanto a cantora de “Zombies In Love” e os homens que administram o próspero espólio de Michael Jackson aguardam mais uma decisão judicial na prolongada disputa pelo controle do legado financeiro do Rei do Pop e se preparam para outra audiência, nesta terça-feira, sobre a prestação de contas do espólio, a filha do cantor acusa um dos principais advogados de seu pai, que atuou de forma intermitente ao longo dos anos, de ter conduzido de maneira dispendiosa a produção do filme Michael em seu papel de produtor.
Basicamente, em meio a questionamentos sobre pagamentos, oportunidades de investimento perdidas e outras alegações que fazem parte de uma disputa maior pelo controle do espólio multibilionário, Paris Jackson quer responsabilizar o coexecutor John Branca. Ela e seus advogados o criticam por não ter conhecimento — ou não ter compreendido a importância — de um acordo de 1994, juntamente com um acordo de mais de US$ 20 milhões, firmado com a família de Jordan Chandler, então menor de idade. O acordo proibia a representação da relação entre Chandler e Michael Jackson e das alegações de abuso sexual.
O acordo de confidencialidade exigiu mudanças significativas e novas filmagens no longa, que já estava concluído. Como as alegações envolvendo Chandler foram abordadas do ponto de vista de Michael Jackson no filme, a revelação do acordo e suas consequências também fizeram com que a data de lançamento fosse adiada pela terceira vez, para 24 de abril deste ano, segundo o texto, por decisão da Lionsgate, que estaria insatisfeita com a situação.
Partindo da afirmação contundente de “completa falta de compreensão”, os advogados do espólio, do escritório Kinsella Holley Iser Kump Steinsapir, apresentaram em 20 de março uma resposta às preocupações de Paris Jackson. Evitando abordar diretamente a questão envolvendo Chandler na maior parte do documento, a manifestação adota um tom bastante duro e pouco diplomático.
“Os Executores reconhecem que são, por definição, os ‘adultos responsáveis’ nesta situação — esse é justamente o propósito de um fiduciário: agir com responsabilidade quando outra parte (neste caso, Michael Jackson) quis garantir que outras pessoas (os beneficiários) não agissem de maneira irresponsável, devido à idade ou a outros fatores, diante de grandes quantias de dinheiro e recursos”, afirma o documento de 24 páginas, acompanhado de anexos, apresentado ao agora aposentado juiz responsável pelo caso, Mitchell Beckloff.
“Por isso, os Executores devem se abster de responder à maioria dos ataques pessoais, irrelevantes e altamente incendiários feitos contra eles”, prossegue o texto, antes de passar ao contra-ataque.
“Nenhum pagamento feito por este Espólio, ao longo de seus 16 anos de existência, foi rejeitado. Os Executores são humanos, evidentemente, e não estão imunes a erros, mas têm sido meticulosos e diligentes na administração do Espólio. É lamentável que a equipe de Paris apresente objeções falsas e infundadas, considerando que Paris já recebeu e continuará recebendo benefícios substanciais graças ao trabalho incansável dos Executores. Paris já recebeu aproximadamente US$ 65 milhões em benefícios. Ela deverá herdar muitas centenas de milhões de dólares a mais, exatamente como seu pai planejou.”
Paris Jackson, em sua própria petição apresentada na semana anterior, classificou o valor de US$ 65 milhões como “completamente falso” e afirmou que os executores se recusaram a apresentar documentação que comprovasse o número. A cantora também acusa o espólio multibilionário de ser mal administrado, pelo menos no que diz respeito à forma como os executores têm conduzido seus investimentos e projetos relacionados ao entretenimento.
“Os executores parecem ter investido em projetos de entretenimento altamente especulativos e arriscados, nos quais assumiram papéis de destaque, apesar da aparente falta de competência ou experiência no setor”, alega a Primeira Petição Inicial Modificada protocolada pelos advogados da cantora, do escritório Stradling Yocca Carlson & Rauth, em conjunto com Craig Peters, do Altair Law LLP.
“A falta de experiência do Sr. Branca na produção de longas-metragens dramáticos pode estar na origem das notícias de que o Espólio teve de financiar dezenas de milhões de dólares em novas filmagens depois que os termos de um conhecido acordo impediram a produção de utilizar uma parte substancial das imagens já gravadas”, acrescenta a petição, que entrou no sistema do Tribunal Superior de Los Angeles em 16 de março.
O documento também critica Branca, seu escritório Ziffren Brittenham, o coexecutor John McClain — que não é citado nominalmente na petição — e a participação de Miles Teller como um Branca mais jovem no filme Michael.
Uma parte importante da audiência de terça-feira será, segundo informações obtidas pela publicação, a disputa sobre a análise da prestação de contas do espólio referente ao ano de 2025.
O espólio argumentou que precisa até, pelo menos, abril de 2027 para apresentar os documentos, que deverão incluir uma quantidade significativa de despesas relacionadas a Michael. Paris Jackson quer que a prestação de contas seja apresentada até meados de setembro deste ano.
Fora das audiências e dos documentos apresentados ao tribunal, os executores adotaram hoje uma postura mais moderada em relação às objeções e aos questionamentos de Paris Jackson.
“O espólio está extremamente satisfeito com o filme e espera que ele seja muito lucrativo para o espólio”, disse um porta-voz do espólio à Deadline na segunda-feira.
Paris Jackson há muito tempo se distancia do filme, que classificou como “açucarado” e “desonesto”, com base no roteiro que recebeu. “Quaisquer mudanças necessárias no roteiro não tiveram nada a ver com o papel de John como produtor. Ele não é produtor executivo”, continuou o espólio.
Fontes próximas ao espólio de Michael disseram à Deadline que o ponto cego de Branca em relação ao acordo envolvendo Chandler decorre do fato de o advogado estar no fim de um de seus períodos de afastamento de Michael quando tudo ocorreu. O acordo de 1994 foi elaborado por Johnnie Cochran e Howard Weitzman. Como os dois advogados já morreram, os mortos não podem contar nem mentiras, nem verdades sobre essa questão em particular, se é que você me entende.
Como a equipe do espólio também afirma em sua manifestação de 20 de março, os detalhes podem ser o que são, mas o tribunal os respaldou repetidamente.
“Paris e seus advogados ou não têm prestado atenção ao que aconteceu nos últimos anos ou simplesmente querem fazer objeções por fazer, aumentando os custos e despesas do litígio”, afirma o documento de resposta.
“Eles parecem muito mais interessados em fazer jogos de mídia, fazendo acusações falsas que chamam atenção nas manchetes; levantando ‘preocupações’ infundadas sobre questões que já foram analisadas e resolvidas; e encenando sessões de fotos para a imprensa sensacionalista, desfilando para as audiências com adereços óbvios”, acrescenta a manifestação, em ataques que afirmam que a jovem Paris está “mais preocupada em fazer ataques pessoais contra John Branca — e indiretamente contra o elenco do filme — do que com quaisquer despesas efetivas do filme biográfico em 2021”.
De fato, citando “má-fé” por parte da Paris, os advogados do espólio disseram que se reuniram com a equipe jurídica de Paris e com os advogados de seus irmãos, Prince e Bigi, em 22 de janeiro, para discutir as despesas de Michael “sob os termos de um acordo de confidencialidade adequado”
Enquanto as partes negociavam “uma cláusula” do que o espólio afirma ter sido uma reunião “aparentemente produtiva”, um dos advogados de Paris teria dito que “retornaria aos Executores e aos advogados dos outros irmãos sobre a questão e sobre algumas propostas discutidas para resolvê-la, às quais os advogados dos outros irmãos pareciam estar abertos”.
O espólio, em sua petição mais recente, limita-se a declarar: “Ele jamais o fez. Em vez disso, a primeira 'resposta' que os executores receberam da defesa de Paris foram estas objeções protocoladas quase dois meses depois.”
Na versão jurídica do hit de Michael e Janet Jackson de 1995, “Scream”, Paris aparentemente também está cansada de o espólio contar a história de seu patrimônio à maneira deles.
“É uma pena que os executores estejam fazendo ataques pessoais contra uma beneficiária em vez de fornecer transparência e prestação de contas básicas”, disse hoje à Deadline uma fonte próxima à equipe da cantora.
“Se o Espólio está interessado em esclarecer os fatos, eles poderiam simplesmente divulgar todos os anos de registros financeiros que Paris vem solicitando. Sem eles, Paris e o restante da família Jackson estão completamente no escuro.”
O espólio sustenta o contrário e, eventualmente — talvez a qualquer momento —, o juiz proferirá sua decisão.
De acordo com documentos judiciais obtidos pelo TMZ, os executores do espólio de Michael Jackson, John Branca e John McClain, criticaram Paris por desistir de um acordo que, segundo eles, havia sido recentemente firmado entre os executores e os filhos de Michael.
Paris vem contestando determinados pagamentos feitos pelo espólio a escritórios de advocacia terceirizados, que ela considera excessivos, e defendendo a adoção de um procedimento judicial melhor para a aprovação desses pagamentos. O espólio respondeu que os valores eram compatíveis com as práticas do setor e destacou que os executores geraram bilhões de dólares para o espólio.
Como parte de sua contestação, Paris também vem exigindo que o espólio apresente suas prestações de contas dentro de prazos mais razoáveis.
Nos novos documentos, o espólio afirmou que estava perto de chegar a um acordo com Paris, após Bigi e sua equipe jurídica liderarem uma iniciativa para resolver as questões em disputa.
Os executores alegam que o advogado de Bigi lhes disse que representava os três filhos de Michael, incluindo Paris e Prince Jackson. Segundo os executores, as partes chegaram a um acordo, no fim de março, sobre o procedimento para a apresentação das prestações de contas. No entanto, eles afirmam que Paris desistiu do acordo no último momento e apresentou sua própria proposta sobre como o procedimento deveria funcionar — uma proposta que, segundo os executores, era “radicalmente diferente” daquela que haviam acertado apenas uma semana antes.
Os executores afirmaram que haviam concordado em não realizar pagamentos de bônus a escritórios de advocacia sem aprovação judicial, além de outras mudanças no procedimento. Eles informaram ao juiz que continuam dispostos a adotar o acordo alcançado anteriormente, mas se opõem à proposta alternativa de Paris.
Uma fonte próxima a Paris disse ao TMZ: “Desde o momento em que apresentou sua objeção, Paris Jackson tem sido vítima de uma campanha difamatória repugnante e escandalosa por parte dos executores e de seus advogados. Esses advogados estão usando os recursos da família Jackson para zombar dela, menosprezá-la e atacá-la por exigir transparência e prestação de contas das pessoas que controlam todos os aspectos das finanças de sua família.”
A fonte acrescentou: “Para deixar claro, nunca houve uma proposta de acordo apresentada por qualquer uma das partes que resolvesse todas as questões entre Paris e os executores. Quando houve uma proposta sobre a remuneração dos advogados, os executores e seus advogados, muito bem remunerados, lutaram para enfraquecê-la com exceções e brechas que a tornariam impraticável. As exigências deles permitiriam que os executores e esses mesmos advogados continuassem atuando sem qualquer prestação de contas.”
Paris Jackson apresentou um novo documento judicial na segunda-feira, 6 de abril, acusando os executores John Branca e John McClain de usarem seu mais recente relatório de andamento do processo para “ridicularizá-la e menosprezá-la”, de acordo com documentos judiciais obtidos pela PEOPLE.
“Esse excesso de litígio é um desperdício”, afirma o documento. “Em praticamente todas as audiências... os Executores tentam evitar o mérito da questão caracterizando as preocupações de Paris como algo motivado por seus advogados ou como parte de um suposto desejo de obter atenção da mídia. Nenhuma das duas coisas é verdade. Esse processo é doloroso para Paris. É uma distração de sua própria vida e de sua própria carreira.”
A petição de Paris do dia 6 de abril ocorreu em resposta a um relatório de andamento de 83 páginas protocolado no início deste mês pelos executores, o qual abordava uma audiência judicial realizada em 24 de março na qual a equipe jurídica de Paris teria recuado, no último minuto, de um acordo alcançado entre todas as partes.
O ponto central da disputa jurídica entre Paris e os executores é um cronograma para que eles apresentem as informações da prestação de contas anual do espólio. Segundo o documento de Paris, ela havia solicitado “um processo eficiente, transparente e organizado” e acusado os executores de “operar no escuro”.
Em sua nova manifestação, Paris afirmou que o uso da mídia pelos executores para “atacá-la” era “inaceitável” e apontou especificamente para um comentário supostamente feito pelo advogado deles, Jonathan Steinsapir, de que Paris estaria “desfilando” ao entrar em uma audiência judicial em 11 de março.
“Desde o primeiro dia em que Paris ousou apresentar uma objeção, os Executores têm usado o dinheiro do pai dela para atacá-la na mídia”, afirma o documento. “Mais recentemente, os Executores fizeram o comentário sexista mencionado acima, de que Paris foi vista ‘desfilando’, e ainda trataram Paris de maneira condescendente ao descreverem a si mesmos como os ‘adultos responsáveis’, em contraste com uma mulher de 28 anos e seus irmãos adultos.”
O documento continua: “Esses ataques podem servir ao interesse pessoal do Sr. Branca em tentar intimidar Paris até que ela se submeta, mas não têm qualquer relação com o mérito do processo e não atendem aos interesses do Espólio. O fato de o dinheiro de Michael Jackson estar pagando por esses ataques os torna ainda mais ofensivos.”
Em resposta ao documento, Steinsapir afirmou à PEOPLE, em nota, que Paris e seus advogados “estão mais uma vez abusando dos tribunais e do sistema jurídico ao fazer uma série de alegações falsas como parte de uma campanha de mídia destinada a desviar a atenção de seus reveses jurídicos e da fragilidade inerente de seu caso”.
“A grande maioria de suas ‘alegações’ foi aprovada por sua equipe jurídica ou pelo tribunal nas prestações de contas de anos anteriores, mas esses fatos têm sido sistematicamente ignorados por seus advogados”, afirmou. “Outras são baseadas em informações falsas ou enganosas. Para deixar claro, o espólio e seus executores nunca deram um único presente a ninguém, por qualquer motivo.” Steinsapir acrescentou que Paris recebeu US$ 65 milhões em benefícios e “deve herdar muitas centenas de milhões a mais”.
A manifestação mais recente de Paris afirma que ela "esperava trabalhar de forma cooperativa para estabelecer uma ordem clara e simples que autorizasse pagamentos por conta quando justificados", mas enfrentou obstáculos impostos pela equipe dos executores.
Paris Jackson obteve uma importante vitória judicial contra o espólio de Michael Jackson em meio à disputa que continua envolvendo as finanças do falecido astro.
De acordo com documentos judiciais obtidos pela PEOPLE na quarta-feira, 13 de maio, um juiz de Los Angeles determinou que US$ 625 mil em pagamentos de bônus feitos pelos executores John Branca e John McClain a escritórios de advocacia terceirizados deverão ser “devolvidos” ao espólio.
“A objeção da Sra. Jackson aos US$ 625 mil em pagamentos de bônus feitos no segundo semestre de 2018 é acolhida. Os pagamentos de bônus não foram aprovados; eles foram indeferidos. Os valores deverão ser devolvidos ao espólio", diz a decisão.
De acordo com a decisão, Paris também tem direito ao pagamento de honorários advocatícios e custos.
“A Sra. Jackson poderá apresentar uma petição para solicitar seus honorários advocatícios e custos razoáveis, com base na teoria do fundo comum, em razão de sua objeção fundamentada à petição de honorários dos executores”, afirma a ordem judicial.
Em comunicado enviado à PEOPLE em 13 de maio, os advogados do espólio de Michael disseram que, embora “discordem da decisão, nós a respeitamos plenamente e pretendemos seguir em frente de acordo com ela”.
“Estamos satisfeitos que o próprio Tribunal tenha reconhecido e elogiado o trabalho dos executores e de seus advogados na decisão de hoje”, acrescentaram, afirmando que os executores “criaram uma riqueza real e substancial para várias gerações de beneficiários do espólio”.
O comunicado continuou: “Embora o Tribunal tenha aprovado anteriormente vários outros bônus para advogados externos ao longo dos anos por seus serviços extraordinários, e esta tenha sido a primeira vez que eles foram objeto de objeções, os executores sempre entenderam que os honorários advocatícios estão sujeitos à aprovação judicial e sempre exigiram que os advogados externos concordassem em devolver quaisquer valores ao espólio caso os pagamentos não fossem aprovados. E, para deixar claro, nenhum dos US$ 625 mil em bônus — que representam apenas uma pequena fração das despesas do Espólio no período em questão — foi pago aos executores, e o Tribunal não afirmou de forma alguma que os executores tivessem feito quaisquer pagamentos inadequados a si próprios.”
Um porta-voz de Paris disse à PEOPLE, em comunicado enviado em 13 de maio, que ela “sempre esteve focada no que é melhor para sua família e que esta decisão é uma enorme vitória para eles”.
“Depois de anos de atrasos, a família Jackson finalmente terá as medidas de transparência e prestação de contas pelas quais Paris vem lutando”, continuou o comunicado. “O espólio deveria ser uma entidade prudente e fiscalmente responsável, que apoia a família Jackson — não um fundo de caixa para ajudar John Branca a realizar suas fantasias de magnata de Hollywood. Depois de meses adotando estratégias sexistas e de litígio particularmente agressivas contra uma beneficiária, é hora de John Branca reconhecer seus muitos erros e agir no melhor interesse da família que ele tem o dever fiduciário de proteger.”
Os advogados do espólio preferiram não fazer novos comentários.
“A objeção da Sra. Jackson aos US$ 625 mil em pagamentos de bônus efetuados no segundo semestre de 2018 é acolhida”, escreveu o ex-juiz responsável pelo processo sucessório e atual árbitro Mitchell Beckloff na decisão de 29 de abril, divulgada agora. “Os pagamentos de bônus não foram aprovados; eles foram indeferidos. Os valores deverão ser devolvidos ao espólio.”
Talvez ainda mais importante seja o fato de que o árbitro estabeleceu novos mecanismos de controle sobre o espólio e seus poderes para realizar despesas.
“Os Executores não deverão fazer nenhum pagamento de bônus a um advogado como pagamento por conta sem o consentimento por escrito de todos os beneficiários ou uma ordem do árbitro/tribunal”, determinou Beckloff.
Ele também estabeleceu: “O espólio poderá pagar aos seus advogados de forma contínua e a título de adiantamento 70% dos honorários razoáveis incorridos. O pagamento dos 30% restantes dos honorários incorridos deverá ser retido e não efetuado a menos que, e até que, haja uma ordem judicial aprovando o pagamento de tais honorários.”
Agora, o espólio recebeu elogios de Beckloff na decisão por ter prestado “serviços excepcionais ao espólio e, em última análise, aos beneficiários” ao longo dos anos desde que Michael Jackson, que tinha US$ 500 milhões em dívidas na época, morreu em 2009.
Sobre isso, o espólio declarou na quarta-feira: “Em última análise, embora discordemos da decisão, nós a respeitamos plenamente e pretendemos seguir em frente de acordo com ela.”
Trégua no horizonte — ao menos por enquanto.
(...)
Como as questões relacionadas ao fato de o Fundo (Trust) não ter sido efetivamente constituído com seus ativos ainda estão diante do tribunal sucessório, e está claro que não há qualquer simpatia entre Paris Jackson e Branca, talvez o que esteja sendo indicado aqui seja um maior grau de supervisão financeira sobre os assuntos de Michael Jackson.
Com Branca continuando à frente do altamente lucrativo catálogo musical, dos eventos e de outros empreendimentos, isso poderia envolver a entrada de uma nova pessoa na administração — ou não.
Daqui para frente, a decisão divulgada hoje determina: “Os Executores estão agora sujeitos a um cronograma de apresentação de documentos determinado pelo tribunal. Os Executores deverão apresentar, até 15 de setembro de 2026, petições de honorários advocatícios referentes a seis anos de serviços, de 2019 a 2024.”
No momento, o espólio está profundamente envolvido em uma espécie de auditoria interna das despesas de 2019 a 2022. Os anos seguintes também estão sendo analisados, mas parece haver um atraso contínuo na prestação de contas de 2025.
Paris Jackson quer ver a planilha o quanto antes. O espólio liderado por Branca e McClain afirma que o melhor que consegue fazer é deixar o material pronto em algum momento de 2027.
Curiosamente — ou talvez não —, 2025 é o ano que parece concentrar muitos dos pagamentos feitos pelo espólio relacionados ao filme Michael e às caras refilmagens.
De acordo com novos documentos judiciais obtidos pelo TMZ, Paris agora quer mais do que os US$ 625 mil devolvidos. A filha de Michael Jackson afirma que os executores também devem ser responsabilizados por US$ 463.752 em juros acumulados sobre os valores que deveriam ser devolvidos ao espólio.
Um representante do espólio disse ao TMZ: “Os Executores estão cientes da petição e confiantes de que ela será rejeitada no devido tempo. A prioridade dos Executores neste momento, no entanto, é continuar celebrando Michael Jackson e expandindo os negócios do Espólio diante do sucesso recorde do filme Michael.”
Um representante de Paris disse ao TMZ: “A lei é absolutamente clara: quando valores são desviados de forma indevida, eles precisam ser devolvidos — com juros. Não há razão para John Branca receber tratamento especial do nosso sistema jurídico, e é por isso que a equipe de Paris está apresentando esta petição de natureza processual, pedindo que os Executores arquem com os custos de seus próprios erros.”
A guerra judicial de Paris Jackson em torno da fortuna de Michael Jackson teria abalado sua relação com os irmãos Prince Jackson e Bigi Jackson. Fontes disseram ao Naughty But Nice que os irmãos, que antes eram muito próximos, agora mal estariam se falando.
A ruptura familiar teria se aprofundado depois que Paris obteve uma importante vitória no tribunal, fazendo com que os executores do espólio fossem obrigados a devolver US$ 625 mil em pagamentos de bônus contestados. Enquanto Paris afirma que está lutando por transparência e prestação de contas, seus irmãos enxergariam a disputa de uma maneira muito diferente.
“Prince e Bigi acreditam que isso deixou de ser uma questão de proteger o legado de Michael há muito tempo”, disse uma fonte da família. “Eles veem isso como uma disputa pelo controle e estão exaustos com tudo isso.”
Segundo as fontes, a comunicação entre os irmãos teria se deteriorado a tal ponto que conversas diretas agora seriam raras.
“Eles não estão mais sentando para conversar e resolver as coisas”, afirmou a fonte. “Tudo passa por advogados, assessores e representantes. Tornou-se algo completamente transacional — e incrivelmente triste.”
O crescente distanciamento teria deixado a matriarca da família, Katherine Jackson, devastada.
Em novos documentos judiciais apresentados recentemente e obtidos pelo TMZ, Paris Jackson critica o pedido de John Branca para manter sob sigilo determinados documentos relacionados às objeções que ela apresentou ao pedido dele de pagamento de honorários.
Por sua vez, John afirma que seria prejudicial tornar públicas as informações contidas nos documentos, pois isso poderia afetar futuras negociações comerciais ou ser usado por seus adversários.
Segundo os documentos, Paris também afirmou que o espólio de Michael Jackson continua aberto depois de todos esses anos por causa da forma como o executor vem administrando as coisas e disse que continua em grande parte sem saber o que acontece com as questões financeiras do espólio. John, porém, rebate que essas alegações ignoram a realidade da situação.
O executor argumenta que Paris preencheu grande parte de sua petição com “retórica inflamatória sobre questões irrelevantes” para o assunto em discussão.
Em sua manifestação, Paris destaca que conseguiu convencer o juiz a ficar do lado dela em sua disputa para impedir que o espólio faça quaisquer novos pagamentos de bônus a escritórios de advocacia terceirizados. Ela também considera que a solicitação de John para manter os documentos sob sigilo parece ter sido “concebido para administrar” sua reputação, em vez de “servir a qualquer interesse do espólio”.
Paris afirmou que John e o recentemente falecido John McClain receberam mais de US$ 120 milhões pelo trabalho realizado para o espólio ao longo de 13 anos — um valor muito distante, segundo ela, do que ela e seus dois irmãos receberam desde a morte do pai.
A filha de Michael Jackson pede ao tribunal que rejeite o pedido de John para manter determinadas informações fora do alcance do público.
Paris Jackson está exigindo que os responsáveis pelo espólio devolvam quase US$ 3 milhões à sua família, de acordo com uma nova petição judicial obtida com exclusividade pela Us Weekly.
No documento, Paris pede que John Branca devolva os US$ 1,1 milhão que ela gastou com honorários advocatícios depois que ele teria “litigado excessivamente” na disputa entre eles.
Paris também alegou que Branca utilizou recursos do espólio para pagar presentes não autorizados que totalizaram US$ 2,85 milhões. Ela pediu que todos esses valores sejam recuperados para beneficiar sua família.
“Tudo o que Paris sempre quis foi um tratamento justo para sua família, mas o espólio tentou impedi-la a cada passo”, disse uma fonte próxima à equipe jurídica de Paris à Us Weekly. “Já faz algum tempo que está claro que John Branca vem administrando mal o espólio e a dimensão multimilionária de seus gastos excessivos, da má gestão financeira e da estratégia de litígio particularmente agressiva contra os próprios beneficiários a quem ele tem um dever fiduciário é impressionante. Branca precisa se comprometer com a prestação de contas e com uma transparência real.”
Os advogados do espólio responderam em documentos judiciais obtidos pela Us, nos quais ressaltaram que o espólio tem “o dever de preservar a confidencialidade das informações relacionadas às suas relações entre advogado e cliente e às suas estratégias de negociação”.
"[A resposta da Paris] ignora como as coisas funcionam e está cheia de ataques sem sentido, como insinuar que o Executor é o responsável pelo inventário de Michael Jackson ainda estar aberto", sustentaram os advogados do espólio.
"Os advogados da beneficiária sugeriram algo semelhante ao juiz [Mitchell] Beckloff, que rebateu perguntando se eles sabiam de algo que ele desconhecia ou se tinham a 'fórmula mágica' para concluir o processo de inventário, haja vista as questões judiciais ainda pendentes, incluindo a possibilidade de a decisão do tribunal fiscal ser objeto de recurso perante o Nono Circuito. Os advogados da Paris admitiram que ‘não tinham a fórmula mágica’ [em uma audiência anterior], mas ainda assim repetiram a mesma alegação sem fundamento no primeiro parágrafo desta oposição.”
Sobre a acusação de que US$ 120 milhões teriam sido pagos em honorários aos executores, a Us descobriu que esse valor corresponde ao período entre a morte de Michael, em 2009, e 2022. Os executores sustentam que os pagamentos aos beneficiários foram administrados de acordo com o testamento do artista.
Em sua nova petição, Paris argumentou que deveria receber uma compensação depois que os pagamentos que o espólio havia feito secretamente foram tornados públicos.
“O Sr. Branca escolheu litigar excessivamente esta questão utilizando os recursos quase inesgotáveis do espólio à sua disposição, inclusive contratando e pagando os próprios beneficiários desses pagamentos, que tinham um conflito de interesses, para defender o direito deles aos valores”, diz a petição. “É lamentável que o Sr. Branca tenha lutado tão ferozmente para negar o óbvio e adiar o inevitável, sem proporcionar qualquer benefício correspondente ao espólio ou aos seus beneficiários, aumentando, assim, o valor dos honorários razoáveis e passíveis de reembolso de Paris.”
Os documentos continuam: “Paris não deveria ser obrigada a arcar com os custos gerados por estratégias que aumentaram as despesas e a complexidade do processo.”
Em resposta, os advogados do espólio insistiram: “A Beneficiária preenche grande parte de sua manifestação com retórica inflamatória sobre questões irrelevantes para os pedidos de sigilo. Ela também distorce o conteúdo dos autos e apresenta argumentos que não têm respaldo jurídico. A retórica inflamatória da Beneficiária deve ser desconsiderada, e seus argumentos que efetivamente dizem respeito ao mérito dos pedidos de sigilo devem ser rejeitados.”
Uma audiência para determinar os honorários advocatícios está marcada para quinta-feira, 3 de setembro.
O espólio de Michael Jackson está respondendo ao pedido de Paris Jackson por mais de US$ 1 milhão em honorários advocatícios. John Branca apresentou documentos judiciais na segunda-feira contestando o pedido de Paris. Segundo ele, não seria razoável que o espólio tivesse de pagar US$ 1.165.481,90 em honorários advocatícios.
O espólio argumenta que esses honorários são altos demais. Alega que Paris está tentando incluir na cobrança honorários relacionados a outras disputas judiciais que não têm relação com essa questão e afirma que ela está exagerando o quanto teria economizado para o espólio. O espólio também observa que parte do dinheiro contabilizado por Paris foi, na verdade, devolvida voluntariamente ao espólio.
Em resumo, Branca não se opõe a que Paris seja remunerada pelos honorários advocatícios, mas apenas pelos litígios que, segundo ele, ela efetivamente venceu e pelos benefícios que de fato proporcionou aos beneficiários do espólio.
Continuaremos acompanhando os próximos capítulos dessa disputa judicial.
Paris Jackson afirma que o responsável pela administração da fortuna e do legado de seu pai voltou a deixar de “cumprir suas obrigações fundamentais de prestar informações”, apesar de uma ordem judicial bastante explícita sobre essas questões financeiras. Ao mesmo tempo, segundo Paris, John Branca pretende receber dezenas de milhões de dólares para si e para seu escritório de advocacia.
Classificando as alegações e os pedidos de consequências financeiras como “absurdos”, o espólio de Michael Jackson mais uma vez quer que a filha do falecido astro desista da disputa — para dizer isso de maneira educada.
Com uma audiência prevista para 4 de dezembro, perante o juiz aposentado Mitchell Beckloff, a equipe de Paris Jackson considera a situação bastante clara.
“Chega de manobras para confundir as coisas — Paris está pedindo a redução da taxa de administração”, disse ao Deadline um porta-voz da filha de Michael Jackson. “O executor Branca descumpriu repetidamente os prazos estabelecidos pelo juiz, destinados a permitir que Paris e seus irmãos tenham acesso a informações sobre como o espólio está sendo administrado. Como o dinheiro é o que motiva o executor Branca, essa é a única maneira de fazer cumprir o cronograma com o qual ele concordou.”
Mais especificamente, em uma petição apresentada ao Tribunal Superior de Los Angeles no fim da semana passada, os advogados de Paris Jackson, do escritório Stradling Yocca Carlson & Rauth, acusam Branca, seu adversário de longa data nessa disputa, de não cumprir as próprias regras que insistiu em estabelecer.
“O executor violou a ordem do Tribunal de 24 de abril de 2026 ao não cumprir o prazo que ele próprio escolheu e que, posteriormente, foi prorrogado”, afirma a petição de 12 páginas. “Apesar de ter tido anos para preparar essas prestações de contas, já atrasadas, o executor apresentou discretamente documentos incompletos, sob a aparência de prestações de contas atualizadas de 2023 e 2024. O documento referente a 2023 reconhece expressamente aspectos relevantes em que está incompleto. Quanto ao de 2024, não passa de um documento provisório. Nenhuma dessas apresentações deficientes oferece elementos suficientes para que o Tribunal possa aprová-las. Ainda assim, o executor não pediu ao Tribunal qualquer dispensa ou prorrogação, nem se comprometeu a apresentar prestações de contas completas e precisas de 2023 ou 2024 até uma data determinada.”
A petição reúne alegações de descumprimentos anteriores de deveres de informação e outras obrigações, em um conflito que se tornou bastante público entre Paris Jackson e o advogado que representou o astro de Thriller em diferentes períodos.
Um valor mencionado nesse novo documento, porém, chama especialmente a atenção.
“Esta situação, contudo, é particularmente grave porque os documentos deficientes apresentados pelo executor incluem um pedido de aprovação de mais de cem milhões de dólares (R$ 584 milhões) em remuneração para os coexecutores e o escritório Ziffren”, afirma a petição de 23 de outubro. Em tom de ironia pouco disfarçada, o documento acrescenta: “Não está claro como o executor conseguiu calcular e distribuir um valor dessa magnitude com tanta segurança e, ainda assim, anos depois, não consegue apresentar prestações de contas completas e precisas.”
A petição de Paris Jackson prossegue: “Paris, portanto, pede que o Tribunal reduza em cinco pontos percentuais a remuneração dos coexecutores referente a 2023, 2024 e a cada ano subsequente, até que o executor apresente uma prestação de contas completa e precisa, atualizada até 2026, passando de 15% para 10% das receitas brutas proveniente dos negócios de entretenimento.”
“Dizer que essa petição é totalmente desprovida de fundamento é pouco; ela tampouco se baseia nos fatos”, declarou ao Deadline, na quarta-feira, um porta-voz do espólio. “Os advogados da autora pediram a redução da remuneração dos executores quando, na realidade, eles abriram mão dessa remuneração desde o início da administração do espólio e nunca receberam qualquer pagamento pelo exercício da função de executor. Eles recebem uma taxa de gestão separada, determinada judicialmente, pela gestão dos negócios extremamente bem-sucedidos de Michael Jackson.”
Sem mencionar os US$ 100 milhões, a equipe de Branca acrescentou: “Também não faz sentido que a petição peça penalidades absurdas em relação às prestações de contas de 2023 e 2024, que já foram apresentadas, ou às de 2025 e 2026, cujos prazos de apresentação só vencerão daqui a seis e 14 meses, respectivamente.”

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