Entrevista: Paris Jackson fala sobre novo álbum, shows intimistas e conexão com os fãs à iHeartRadio
Paris Jackson conversa com Jamar McNeil, da iHeartRadio, sobre seu novo álbum, Happiest Day of My Life, e o que aprendeu nos seis anos entre seus dois discos. Durante o bate-papo, ela também fala sobre seu amor pelo Canadá e pelos animais selvagens, explica por que ainda não se considera uma cantora, comenta a experiência de tocar em espaços intimistas e revela uma das coisas que mais gosta em seus fãs: o senso de humor.
Canadá, animais selvagens e Jimothy
ENTREVISTADOR: Olha quem está aqui, Paris Jackson.
PARIS: Oi.
ENTREVISTADOR: Bem-vinda.
PARIS: Obrigada.
ENTREVISTADOR: Bem-vinda. Como você está se sentindo?
PARIS: Animada.
ENTREVISTADOR: É?
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: Animada principalmente com o quê?
PARIS: Por estar no Canadá.
ENTREVISTADOR: É?
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: Obrigado por isso. E qual é a coisa que mais te anima quando você pensa: “Nossa, estou indo para o Canadá”?
PARIS: Todos os animais selvagens.
ENTREVISTADOR: É?
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: Tem algum em especial que você queira ver enquanto estiver aqui? Talvez a gente possa encontrar um para você.
PARIS: Já vi lontras, gambás, esquilos pequenos, esquilos e, tipo, de tudo... gansos... patos.
ENTREVISTADOR: Tem tudo isso aqui.
PARIS: Tem sido incrível.
ENTREVISTADOR: E estamos na cidade, por sinal, gente. Quer dizer, dá para encontrar essas coisas por aqui.
PARIS: Bom, eu estava lá no Lago Muskoka.
ENTREVISTADOR: É, Muskoka.
PARIS: Então conseguimos ver um monte de coisas muito legais.
ENTREVISTADOR: Tem muito gambá em Muskoka.
PARIS: Eu estava torcendo para ver um alce, mas...
ENTREVISTADOR: Ah, não sei se Muskoka tem tantos alces. Você teria que ir um pouco mais para o oeste, eu acho. Mas agora você está no centro da cidade. Guaxinim você vai ver de monte.
PARIS: Adoro.
ENTREVISTADOR: Eles estão por toda parte. A gente chama de “pandas do lixo”.
PARIS: É, a gente acabou de passar por Seattle e estava vendo todo mundo usando produtos do Jimothy. Não sei se você conhece o Jimothy.
ENTREVISTADOR: Não. Quem é Jimothy?
PARIS: Jimothy é um guaxinim que tem um formato diferente dos outros.
ENTREVISTADOR: Ah.
PARIS: Vale a pena pesquisar no Google.
ENTREVISTADOR: Sério? Se alguém de Seattle estiver acompanhando a gente nas redes sociais, mande mais informações sobre o Jimothy. Não sei se ele conseguiria encarar os nossos guaxinins de igual para igual. Eles são bem... são selvagens por aqui. Olha...
PARIS: Não cante vitória antes da hora.
ENTREVISTADOR: Vou te contar uma coisa. Ontem à noite, sem brincadeira, três da manhã, eu estava no meu estúdio em casa trabalhando e, de repente, no meio da madrugada, ouvi no meu quintal... (imita o som). Que diabos é isso? Era uma briga de guaxinins. Uma pancadaria mesmo, tipo Clube da Luta de guaxinim no meu quintal.
PARIS: Super Smash Bros. Adorei.
ENTREVISTADOR: É, é. Os guaxinins aqui de Toronto são barra-pesada!
A evolução da voz e por que Paris não se considera cantora
ENTREVISTADOR: Então, seis anos entre um álbum e outro e finalmente chegamos aqui.
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: E eu preciso dizer que esse álbum é muito, muito bonito. Obrigado por nos dar esse trabalho. Mas o que você acha que mais mudou em você para Happiest Day of My Life, entre o último álbum e este?
PARIS: Aprender de verdade a projetar a voz e cantar usando a minha voz real, o registro de peito, em vez daquele tipo de canto soprano usando mais o registro de cabeça que aprendi no coral, na sétima série. Foi muito sobre aprender a usar a minha voz de verdade.
ENTREVISTADOR: Você não viu meu coração até dar um pulinho quando ouvi isso. Pensei: “Ah, agora vamos entrar no lado nerd da música.” Sim, eu sou nerd de música. E agora você está falando de toda essa parte técnica. Então você realmente mergulhou na técnica...
PARIS: Na verdade, não.
ENTREVISTADOR: Não?
PARIS: Não muito. Eu não entendo tanto da parte técnica. Mal sei falar a língua da música. Meio que fui aprendendo conforme fui fazendo as coisas. Não sei nada de teoria. Não sei nada, sabe, da parte matemática da música. Meio que só sei o que me ensinaram na escola, porque foi lá que aprendi termos como contralto, soprano e coisas assim. E, conforme fui passando mais tempo em estúdios, aprendi outros termos, como vibrato, falsete, essas coisas.
ENTREVISTADOR: Mas você levou o canto muito a sério. Muito a sério. Dá para ouvir.
PARIS: Hmmm…
ENTREVISTADOR: O quê? Você está brincando comigo? Do primeiro álbum para agora? Dá para ouvir. Sua voz soa diferente. Foi justamente por isso que fiz essa pergunta. A voz está diferente.
PARIS: Obrigada. Eu não me considero uma cantora, então agradeço muito. Acho que, em algum momento, provavelmente vou fazer aulas de verdade e aprender de fato a ser cantora, mas acho que, por enquanto, é mais escrever as músicas e tocá-las.
'Happiest day of my life' e a ideia de que nada dura para sempre
ENTREVISTADOR: Certo. Bom, você já descreveu esse álbum como uma espécie de colisão de sons, experiências e emoções. Qual música representa melhor essa colisão para você?
PARIS: Uhum. Provavelmente “happiest day”.
ENTREVISTADOR: Adoro essa música.
PARIS: É. Provavelmente “happiest day of my life”.
ENTREVISTADOR: Eu adoro essa música porque ela é linda. Você está descrevendo o dia mais feliz da sua vida, mas também existe uma tristeza ali, porque no final você diz: “Mas é só temporário”. É isso que você diz?
PARIS: Nada dura para sempre.
ENTREVISTADOR: Nada dura para sempre.
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: E eu fico tipo: “Ah...”
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: Você pode me contar um pouco mais sobre esse sentimento?
PARIS: Bom, tem um pouco de ironia, assim como muitas coisas nesse disco. Inclusive a capa. É... não sei. Você já ouviu aquela parábola do fazendeiro, sobre como a gente nunca sabe se uma coisa é realmente boa ou ruim?
ENTREVISTADOR: Aquela do “quem sabe?”, né?
PARIS: É, mais ou menos isso. É como se nada fosse realmente bom ou ruim e tudo fosse temporário. A felicidade, a tristeza, a dor, o sofrimento, a alegria e o riso são coisas que vêm e vão. Sabe? Nada é para sempre.
ENTREVISTADOR: Existe algum dia específico que tenha sido o dia mais feliz da sua vida e que você consiga lembrar e dizer: “É, foi aquele”?
PARIS: Tenho vivido vários. É difícil escolher. Esse último ano tem sido muito, muito incrível.
ENTREVISTADOR: Sério?
PARIS: Então é muito difícil escolher um só.
ENTREVISTADOR: 2026 está sendo incrível para você, hein?
PARIS: Está.
ENTREVISTADOR: Sério? Certo, gostei disso. Acho que 2026 tem sido especial para muita gente também.
PARIS: Aham…
Processo de composição e criação da faixa-título
ENTREVISTADOR: E no seu processo musical, por onde você começa? Você começa pela composição da letra? Pela música?
PARIS: Depende. Às vezes, uma frase aparece na minha cabeça e eu penso: “Certo, vou construir a música inteira em torno disso.” E o primeiro passo depois disso é encontrar a melodia. Às vezes depende muito de com quem estou compondo. Às vezes já tenho alguma coisa meio escrita e aí faço uma espécie de cirurgia nela. Ou, sabe, encontro a progressão de acordes, depois a melodia e aí a letra simplesmente acontece. Ou tenho uma melodia e tento encontrar os acordes que combinam com ela. Depende do dia.
ENTREVISTADOR: E no caso da faixa-título do álbum, ela começou com um “dia mais feliz da sua vida” de verdade e você pensou: “Vou escrever sobre isso”? Ou foi o sentimento que veio primeiro? Como aconteceu?
PARIS: Foi mais a melodia e a expressão... o refrão meio que surgiu no estúdio com a Linda. Depois que eu já tinha aquela estrutura, fui para outra sala e escrevi toda a letra de uma vez só. Aí voltei e a gente simplesmente gravou.
ENTREVISTADOR: Então eu gosto de imaginar, não que eu estivesse lá, mas parece quase que a melodia soa como seria o dia mais feliz da sua vida e aí você pensou: “É isso”.
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: Olha só. Entendi. Adorei, adorei.
Linda Perry, Butch Walker e Jason Leder
ENTREVISTADOR: E falando da Linda, Linda Perry, você trabalhou com ela, Butch Walker e Jason Leder nesse projeto. Cada um deles conseguiu despertar alguma coisa diferente em você criativamente?
PARIS: Ah, com certeza. Sim. Acho que, com o Butch, aquela música que fiz com ele, a gente tinha feito lá em 2021, e funciona muito assim: eu consigo ser extremamente específica sobre o que estou procurando, dou todas as descrições para ele e ele simplesmente faz acontecer. É uma coisa tão... ele tem algo de mágico.
PARIS: E com a Linda, ela realmente consegue tirar de mim coisas que talvez eu nunca tenha conseguido fazer sozinha antes. É muito aquela coisa de estarmos criando e compondo juntas. Já com o Jason, normalmente as músicas já estão escritas e ele me dá muito espaço para assumir o papel de produtora e realmente trabalha comigo nesse sentido.
Shows, conexão com a banda e o senso de humor dos fãs
ENTREVISTADOR: Nossa. E você está gostando dessa parte da sua carreira de se apresentar ao vivo?
PARIS: Sim.
ENTREVISTADOR: Essa parte é...
PARIS: Divertida.
ENTREVISTADOR: É?
PARIS: É muito divertida.
ENTREVISTADOR: Tem alguma coisa específica? É a conexão com o público ou é o ato de se apresentar em si?
PARIS: É a conexão com o público, a energia, a ligação com a minha banda. A gente consegue trocar olhares no palco e existe todo esse senso de comunidade. E é simplesmente outra forma de expressão. Eu gosto de todas as formas de expressão.
ENTREVISTADOR: É. E o que você acha mais especial especificamente nos seus fãs e nessa conexão que tem com eles? Tem alguma coisa particular nos fãs da Paris...
PARIS: O humor.
ENTREVISTADOR: O senso de humor?
PARIS: Tem uma boa quantidade deles que compartilha do meu senso de humor.
ENTREVISTADOR: Sério?
PARIS: Sim. É muito importante.
ENTREVISTADOR: É, deixa as coisas mais leves.
PARIS: É muito importante.
ENTREVISTADOR: E senso de humor também é perfeito para relacionamentos, porque, se você não tem senso de humor em um relacionamento, as coisas vão por água abaixo bem rápido.
PARIS: Não poderia concordar mais.
ENTREVISTADOR: (risos) Estou sentindo que você sabe muito bem disso. Tem alguma coisa aí.
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: Não vou ficar cutucando esse assunto, mas tem alguma coisa aí. Embora todos nós saibamos disso.
PARIS: É.
Shows intimistas e a chance de causar uma primeira impressão
ENTREVISTADOR: Certo. Então hoje à noite podemos esperar humor, conexão...
PARIS: Sim.
ENTREVISTADOR: E eu adoro o fato de ser um show tão intimista. Quer dizer, nossa, é um lugar onde você realmente consegue olhar para alguém no rosto.
PARIS: Ah, sim. Normalmente meus shows são assim. Meio que sempre foi desse jeito desde o começo. Eu não sou, sabe, alguém que está vendendo discos aos montes.
ENTREVISTADOR: Não, não. Escuta, você está em uma situação única. Quer dizer, quem não sabe quem você é?
PARIS: Muita gente. Muita gente mesmo. Muita gente nem sabe meu primeiro nome.
ENTREVISTADOR: Sério?
PARIS: Ah, sim.
ENTREVISTADOR: Você gosta disso?
PARIS: Humm… Gosto da oportunidade de poder causar uma primeira impressão, porque nem sempre tenho essa chance, por causa de ideias preconcebidas e coisas assim. Mas, as pessoas conhecem outros membros da minha família. E conhecem meu sobrenome.
ENTREVISTADOR: Não sei, de certa forma acho que existe até um pouco de sorte nisso. É tipo: ainda bem. Você tem a chance de escrever a sua própria história.
PARIS: Aham.
ENTREVISTADOR: E, para muita gente, se for assim... porque, sabe, eu sou meio... eu acompanho bastante essas coisas. Mas eu não teria imaginado isso.
PARIS: É.
ENTREVISTADOR: Muito legal. Então existe alguma coisa sobre você que gostaria que as pessoas soubessem e talvez ainda não saibam, algo sobre o qual você pudesse controlar a narrativa? O que você gostaria que as pessoas soubessem sobre Paris Jackson?
PARIS: Sem pressão. Só o que vier à cabeça.
ENTREVISTADOR: Eu sinto que muitas celebridades ficam tipo: “Por que as pessoas não entendem isso sobre mim?” E você...
PARIS: Ah, eu não ligo muito. Quer dizer, isso vai acontecer. É... isso faz parte. Faz parte do pacote. Então é isso. É o que é.
Como 'Ghost' e 'Stitched' mudaram nos shows
ENTREVISTADOR: Muito legal. Tem alguma música do álbum que ganhou uma vida completamente diferente desde quando você escreveu e produziu até começar a tocá-la ao vivo? Alguma em que você pensou: “Nossa, agora isso está diferente”?
PARIS: “Ghost”. “Ghost” evoluiu bastante. Pelo menos nos vocais, com certeza. Faço várias coisas diferentes vocalmente do que fiz na gravação do álbum. E parte disso provavelmente é porque estou fazendo shows todos os dias, então minha voz está mais forte, consigo gritar com mais força e projetar mais. Mas diria essa e também “Stitched”, que hoje eu realmente prefiro tocar no acústico. Gosto mais assim do que daquela pegada shoegaze e grunge que escolhemos para a versão do disco.
ENTREVISTADOR: Nossa, eu adoro quando as pessoas conseguem explorar esse lado acústico. Porque aí você consegue sentir mais as emoções. Bom, estamos muito animados com o álbum. Essa é Paris Jackson, e tudo gira em torno do Happiest Day of My Life.
PARIS: Obrigada por me receber.
ENTREVISTADOR: Obrigado por passar aqui na iHeartRadio.

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