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setembro 17, 2026   2026 , Entrevistas/Paris , Happiest Day of My Life Era , Paris , Video/Paris

Entrevista: Paris Jackson fala sobre álbum, turnê e influências musicais à Indie88

Vídeo • Entrevista
Paris Jackson fala sobre Happiest Day of My Life, a Zombies Tour e suas influências musicais

Antes de seu show esgotado no Hard Luck, em Toronto, Paris Jackson passou pelo estúdio da Indie88 para conversar sobre a Zombies Tour e seu novo álbum, Happiest Day of My Life. Na entrevista, ela falou sobre a mudança para um som mais pesado, o trabalho com Linda Perry, suas influências dos anos 90, a experiência de tocar em casas menores e o que já está pensando para seus próximos trabalhos.

Canal
Indie88
Data de Publicação
17/09/2026
Entrevista
Lana Gay
▶️ Assistir no YouTube
Entrevista completa
Assista à entrevista
Tradução / transcrição
Leia a entrevista por assuntos
Happiest Day of My Life e o que vem depois

ENTREVISTADORA: Seis anos depois de seu álbum de estreia, wilted, Paris Jackson chega com uma verdadeira mudança sonora em seu novo disco, Happiest Day of My Life, apostando em um som mais pesado, mas ainda falando sobre cura, coração partido, autodescoberta e encontrar a luz. A Zombies Tour já está na estrada e, hoje à noite, ela está em Toronto para um show esgotado no Hard Luck. Estamos muito animados porque Paris Jackson está aqui no estúdio.

PARIS: Obrigada por me receberem.

ENTREVISTADORA: Obrigada por vir. Parabéns pelo novo disco.

PARIS: Obrigada.

ENTREVISTADORA: Como é a sensação de finalmente ter colocado ele no mundo?

PARIS: É empolgante. É divertido. Dá meio que uma sensação de ter tirado um peso dos ombros e agora posso começar a focar um pouco no próximo e, claro, aproveitar a turnê e curtir o lançamento, mas já estou pronta para começar a trabalhar em algo novo.

ENTREVISTADORA: Seu primeiro disco parecia muito algo do momento, de você processando as coisas. Este parece quase um olhar pelo retrovisor, olhando para trás. Então, já que você já está pensando no próximo disco, você acha que cada capítulo vai trazer um desafio diferente para a composição? Você está escrevendo sobre o momento atual enquanto está na estrada?

PARIS: Não faço ideia. Tem algumas músicas que escrevi recentemente que são totalmente sobre o momento, e tem outras que também têm bastante desse olhar para trás. Acho que é uma mistura de tudo.

A mudança para um som mais pesado

ENTREVISTADORA: Ouvindo este disco, claro que existem mudanças sonoras bem marcantes do primeiro para o segundo álbum, um pouco daquele grunge clássico. Fiquei curiosa para saber o que te levou para esse lado. Você está mexendo com meu coração noventista. Qual foi realmente a sua introdução à música mais pesada?

PARIS: Meu amor por isso começou lá na época da escola, mas a ideia de fazer esse tipo de música eu mesma só veio quando aprendi a projetar a voz, cantar usando o registro de peito, gritar e usar um timbre mais áspero, em vez daquela coisa mais bonita de voz de cabeça que eu imaginava que as pessoas achariam mais fácil de ouvir. E, quando percebi que podia simplesmente ir com tudo, pensei: “Bom, então vou fazer isso. Se eu consigo cantar mais alto, posso colocar instrumentos mais altos também”, sabe?

ENTREVISTADORA: E agora que você já fez turnê com os dois discos, quando está levando este álbum para o palco com esse vocal mais pesado, é mais catártico? Você sente os shows de um jeito diferente, como se estivesse colocando tudo para fora?

PARIS: É diferente. Não sei se gosto mais de um do que do outro. Quando faço meus próprios shows, como vou fazer hoje à noite, ainda pego meu violão mais ou menos na metade do set. Ainda faço aquela coisa de cantora e compositora. É quem eu sempre fui e provavelmente sempre vou ser. E existe uma intimidade nisso que eu amo muito.

PARIS: Isso tem acontecido um pouco em alguns desses shows próprios recentemente, mas vivi mais essa experiência quando toquei fora do país ao longo dos anos. Às vezes, as pessoas cantam as letras de volta para mim. Eu não consigo ouvir se estou com meu retorno no ouvido e minha banda está tocando, mas é uma experiência linda. E, ao mesmo tempo, eu amo correr, pular e gritar no palco. É muito divertido.

Casas menores, intimidade e as '10 mil horas'

ENTREVISTADORA: Hoje você toca no Hard Luck, que é meio que um bar indie punk, o que eu adoro. E o show esgotou imediatamente, o que me fez pensar que você poderia esgotar lugares maiores, poderia tocar em casas maiores, mas está tocando em espaços menores. Queria saber se foi uma escolha ficar nesses lugares mais intimistas ou como é essa experiência para você.

PARIS: É principalmente uma escolha dos meus agentes. Mas eu prefiro... Quer dizer, também já falei para meus agentes e empresários: eu estou feliz e realmente não... Um dia seria incrível, claro, esgotar o Red Rocks, né? Mas, em primeiro lugar, eu não vendo discos o suficiente para conseguir fazer isso. E também estou tão feliz com a minha vida que poderia literalmente tocar em casas com capacidade para 200 ou 300 pessoas pelo resto da vida e ficar super feliz.

PARIS: É divertido, é gostoso e é mais íntimo. Posso ficar na mesa do merch no fim da noite, apertar a mão das pessoas e... isso faz parte da experiência de verdade. E definitivamente estou tentando cumprir minhas 10 mil horas dentro da van, nessas casas, na mesa do merch e em tudo que faz parte disso.

ENTREVISTADORA: Essa ideia das 10 mil horas estar tão presente na sua cabeça é interessante. Você realmente faz questão de passar por todas as etapas do jeito certo, né?

PARIS: Sim. De que outra forma eu vou aprender, sabe?

ENTREVISTADORA: É interessante porque, de novo, você talvez tenha acesso a casas maiores ou poderia simplesmente decidir: “Não, não quero ficar numa van”. Quer dizer, eu não sei se eu iria querer ficar numa van. [risos]

PARIS: Pois é, essa é a questão. Eu gosto da van. Gosto muito da van. É divertido ver todo mundo se revezando para dirigir e tudo mais. E acho que, se os números melhorarem, vamos começar a tocar em lugares maiores. Mas também gosto muito de onde estamos agora.

ENTREVISTADORA: Isso é maravilhoso de ouvir.

Trabalhando com Linda Perry

ENTREVISTADORA: Quero voltar um pouco ao disco, se você não se importar, porque adoro o fato de você ter trabalhado com Linda Perry. Fiquei curiosa para saber como estava sua cabeça quando entrou nesse álbum e nessa colaboração, em comparação com o seu disco de estreia.

PARIS: Foi uma experiência completamente diferente porque, sabe, o jeito que Andy Hull e Robert McDowell trabalham... E eu já vi eles fazerem isso com outros artistas. Já vi com Caroline Brotherbird, já vi com Matt Maeson e com Michigander. O jeito como eles te acolhem é tão delicado e tão carinhoso. É muito esse processo de aprendizado dentro de uma experiência segura, quase como estar num lugar protegido, tipo um útero.

PARIS: Eles são muito como irmãos. Aí, quando você entra para trabalhar com a Linda, é como ser jogada direto na parte funda da piscina. Estamos falando de uma mulher que está na indústria há muito, muito tempo e que lutou com unhas e dentes, como mulher, para conseguir sobreviver numa indústria tão dominada por homens. Então é uma energia muito diferente. Muito, muito diferente.

ENTREVISTADORA: Interessante. Isso faz com que você tenha que se comprometer com as músicas mais rápido? Ou vocês tiveram mais tempo para ficar indo e voltando nelas?

PARIS: Engraçado que fiz meu primeiro álbum em duas semanas, em Alpharetta, na Geórgia. E o que fiz com a Linda levou muito mais tempo. Ela tem vários outros projetos em que trabalha ao mesmo tempo e eu também tinha muitas coisas acontecendo na minha vida, então a gente voltava para o disco, depois deixava ele de lado por um mês e então voltava de novo.

PARIS: O processo inteiro levou alguns anos. Não foi aquela coisa de reservar uma quantidade específica de tempo e fazer o disco inteiro de uma vez, o que provavelmente vou fazer na próxima vez.

ENTREVISTADORA: Sim. Mas a pandemia também ficou no caminho entre os dois discos. Foi uma época interessante.

PARIS: Eu fiz o primeiro disco durante a pandemia. [risos] Sim, fizemos aquilo. O Sul estava um pouco mais flexível com essa coisa de ir e vir.

A faixa-título e a capa do álbum

ENTREVISTADORA: Também queria falar sobre a faixa-título. Por que especificamente essa música fez tanto sentido para representar o disco?

PARIS: Desculpa, a faixa-título?

ENTREVISTADORA: Sim. Por que essa música acabou representando o álbum ou, talvez, resumindo o disco como um todo?

PARIS: Não sei se ela necessariamente resume o disco. Acho que meio que... Bom, talvez de certa forma, porque ela tem uma influência muito forte dos Pumpkins e você consegue sentir bastante aquela coisa dos anos 90.

PARIS: Mas não sei, era a música que tinha a melodia principal mais pop e parecia uma faixa-título. Lembro que, quando estávamos no estúdio gravando, pensei: “Ah, sim, essa com certeza é a faixa-título”. Acabei acrescentando algumas outras músicas depois, mas essa simplesmente parecia uma escolha óbvia. E eu também queria muito fazer algo meio irônico com a capa do álbum.

ENTREVISTADORA: A capa do álbum é intensa, minha amiga. [risos] Queria ter uma foto dela, queria estar com o álbum aqui agora. Você pode contar um pouco como foi aquele dia? Aquele ensaio fotográfico com... Bom, pode contar.

PARIS: Foi muito divertido porque originalmente a gente só ia fazer fotos de divulgação para o meu primeiro single, Zombies in Love. Minha melhor amiga, Bailey Burton, que é minha melhor amiga há dez anos, estava fotografando. E, de última hora, conseguimos encontrar numa empresa de adereços um equipamento antigo de eletrochoque e, em uns dez minutos, fizemos as fotos super rápido.

PARIS: E mandei mensagem para a minha ginecologista perguntando se podia pegar emprestada uma das camisolas hospitalares dela, porque é muito bonitinha, tem umas florzinhas, é supermacia e eu pensei: “Eu quero essa. Não quero uma azul. Quero uma rosa”.

ENTREVISTADORA: Um salve para a ginecologista. Eu não esperava por essa. [risos] Você tem uns bons contatos no celular.

PARIS: Sabe, sou muito grata. [risos] Tenho meus recursos.

Smashing Pumpkins, o clipe e artistas de Los Angeles

ENTREVISTADORA: Queria falar dos Pumpkins, já que você mencionou eles. O clipe de Happiest Day of My Life lembra muito 1979.

PARIS: É quase uma cópia descarada. Sim.

ENTREVISTADORA: Era justamente o que eu ia perguntar. Foi intencional?

PARIS: Foi. Sim. Cem por cento intencional.

ENTREVISTADORA: E você estava cercada pelos seus amigos, né? E por bandas diferentes.

PARIS: Eram alguns dos meus amigos mais próximos e também artistas locais. A ideia toda era pensar: “Tá, se conseguirmos colocar Moonfuzz, Sludgemother, Pegzilla e todas essas bandas locais muito legais, podemos divulgar as bandas delas nos créditos no final”. Cada banda teria seu momento, cada artista teria seu momento, e a gente poderia usar isso como uma oportunidade para dar mais visibilidade a outros artistas e criativos locais de Los Angeles.

ENTREVISTADORA: Sim, você faz questão de levar todo mundo junto, o que é muito legal.

PARIS: Sim. É assim que deveria ser.

ENTREVISTADORA: Ainda nessa linha dos Pumpkins, sua pedaleira não é montada de um jeito parecido com a do Billy Corgan?

PARIS: É bem parecida. Tenho alguns pedais mais boutique que ele não tem, mas existem muitas semelhanças.

Conhecendo seus ídolos e influências

ENTREVISTADORA: Ouvi você falar sobre isso e fiquei pensando. Com todo mundo circulando por aí, fazendo turnês, festivais e tudo mais, quando você tem a oportunidade, você escolhe conhecer seus ídolos e as pessoas que te influenciaram?

PARIS: Sim. Já tive a oportunidade de conhecer vários deles, e sou muito, muito grata por isso. Tem alguns com quem acabei ficando amiga, o que é simplesmente uma das experiências mais legais do mundo.

PARIS: Outro dia fiz um cover de uma das minhas músicas favoritas do Joe Purdy, ele viu e me mandou mensagem. Ele e a namorada ficaram conversando comigo sobre isso e significa muito ter o apoio de pessoas que eu admiro.

PARIS: E eu conheci o Billy rapidamente uma vez. Foi uma experiência muito legal, divertida e interessante.

ENTREVISTADORA: Eu estava justamente falando sobre a exposição da Melissa Auf der Maur na AGO, com as fotografias. E pensei: “Acho que você gostaria disso. Acho que você gostaria”.

PARIS: Com certeza. Porque fotografia e música são, tipo, meus dois grandes amores. Então definitivamente gostaria de passar lá hoje para ver.

Zombies Tour, 'Ghost' e a inédita 'Albatross'

ENTREVISTADORA: Bom, de novo, hoje à noite tem show esgotado no Hard Luck. Prepare-se para encarar umas escadas. É um lugar excelente. E queria saber, agora que a turnê está começando, qual música está sendo mais divertida de tocar? Você falou sobre pegar o violão e sentir a energia do público, mas tem alguma música no palco pela qual você está especialmente ansiosa?

PARIS: As pessoas parecem reagir muito bem a ghost, então isso é divertido. Gosto de tocar essa. É só a segunda música do set, então ela ajuda a aumentar um pouco a energia.

PARIS: Mas uma música que ainda não saiu, Albatross, é a que mais me divirto tocando. Era uma música folk, bem folk mesmo, que foi transformada em uma música de rock. O The Hill Country Devil escreveu e eu comprei a música dele porque falei: “Eu quero essa música e você não vai fazer nada com ela, então me dá”. E ele falou: “Tá bom”.

PARIS: Ele escreveu a música uns dez anos atrás. Aí eu falei: “Você não vai lançar isso, então deixa eu ficar com ela”. E ele: “Tá bom”.

ENTREVISTADORA: Interessante. Então você está garimpando arquivos atrás de músicas que ouve e que se conectam com você de algum jeito? Quando ouviu essa faixa, você simplesmente pensou: “Preciso fazer essa”?

PARIS: Sim, mais ou menos. Quer dizer, foi a primeira vez que ouvi uma música inédita de outra pessoa e pensei: “Me dá isso”. Mas estou procurando coautores o máximo possível e tentando escrever com o maior número de pessoas que eu puder.

Encerramento

ENTREVISTADORA: Este é um momento muito empolgante. Fico muito feliz que você tenha tirado um tempo para conversar com a gente. Agradeço por separar um espaço num dia tão corrido.

PARIS: Obrigada por me receberem.

ENTREVISTADORA: Muito obrigada. Parabéns pelo álbum e a gente te vê hoje à noite no Hard Luck.

PARIS: Obrigada.

ENTREVISTADORA: Muito obrigada.

FOTOS
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Tags: 2026 Entrevistas/Paris Happiest Day of My Life Era Paris Video/Paris

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